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OPERAÇÃO HERMES

Filho de Mauro Mendes diz que é o único investigado pela PF para livrar o pai do STJ

Antes, para proteger o filho, Mauro disse que Luis Antônio não era investigado. Agora, para se proteger, diz que apenas o filho é investigado.

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A advogada Natali Nishiyama, que representa Luis Antônio Taveira Mendes, filho do ex-governador Mauro Mendes (União), apresentou recurso na Justiça Federal com o argumento de que apenas Luis Antônio e não o ex-governador, figuram como investigados na Operação Hermes, deflagrada pela Polícia Federal em 2022.

“De mais a mais, a fragilidade do declínio de competência torna-se ainda mais evidente quando se observa que MAURO MENDES sequer integra formalmente o rol de investigados do inquérito. Nesse sentido, a autuação processual aponta como investigados pessoas físicas e jurídicas diversas, entre elas LUIS ANTONIO TAVEIRA MENDES, RAFAEL MARTINS MOREIRA DOS SANTOS, MINERAÇÃO ARICÁ LTDA. e KIN MINERAÇÃO LTDA., mas não inclui MAURO MENDES como investigado formal”, diz trecho do recurso.

As alegações contrastam com o movimento do próprio Mauro Mendes, que processou jornalistas e conseguiu convencer a Polícia Judiciária Civil a abrir inquéritos contra profissionais da imprensa e jornais que divulgaram o filho do governador como alvo da PF. Agora, a defesa do filho reconhece Luis Antônio como investigado para livrar o pai de apurações no âmbito do STJ.

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Em decisão de maio, a Justiça Federal declinou da competência para investigar do ex-governador após o Ministério Público Federal apresentar ao menos 10 provas que ligam Mendes ao garimpo da Mineração Aricá, responsável por comprar mercúrio contrabandeado do grupo Veggi.

Ao mobilizar o aparato do estado para investigar jornalistas, uma portaria da Polícia Civil apontava que os suspeitos “ofenderam a honra subjetiva da vítima citada ao divulgarem notícias falsas (em sites, redes sociais e jornais) publicando fotografia da vítima e afirmando que ela seria investigada pela Polícia Federal na ‘Operação Hermes’, que apura esquema de comercialização ilegal de mercúrio”.

As investigações contra jornalistas perderam força depois que, em uma das fases da Operação Hermes, a Polícia Federal solicitou a prisão do filho do ex-governador por suspeitas de crimes, o que foi negado pela Justiça, deferindo apenas medidas cautelares de restrição de sair do país. Apesar da operação comprovar que o filho foi formalmente investigado pela PF, como anteciparam os jornalistas, Mendes nunca se desculpou oficial e publicamente sobre as acusações falsas que fez contra os profissionais de imprensa.

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