Agência Brasil

Uma estimativa feita pelo Atlas Mundial da Obesidade 2022 aponta que a doença deve atingir quase 30% da população adulta brasileira em 2030. Diante deste dado, é importante lembrar que, de acordo com o levantamento do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), Cuiabá é a segunda capital com maior índice de obesidade do país.
A professora do curso de Medicina da Universidade de Cuiabá (Unic), Fernanda Araújo, explica que a obesidade acontece por diversos fatores. “De uma forma geral, o quadro ocorre quando há uma ingestão de calorias maior do que o gasto calórico diário. É importante lembrar que nada em excesso é bom, por isso, é preciso ter um equilíbrio”, diz.
A especialista adiciona ao contexto o período de pandemia de covid-19 que deixou a população mais vulnerável ao consumo de alimentos industrializados. “Esses alimentos são ricos em açúcar, gordura e sódio, além de outros aditivos químicos, que não são saudáveis e não devem sem ingeridos diariamente. Além disso, houve um aumento do sedentarismo, uma vez que as pessoas não podiam sair de casa para realizar suas atividades físicas habituais”.
Dentre as principais recomendações para o combate ao excesso de peso está a prática de atividade física regular e uma alimentação balanceada, mas segundo a professora da Unic, antes de se falar em emagrecimento, é preciso lembrar que hábitos devem ser adotados antes de o problema aparecer. “Ter uma alimentação adequada e realizar atividades físicas é uma orientação para todos independe do peso”, afirma.
Para quem está sedentário, a profissional recomenda que se inicie a atividade quantos dias puder durante a semana, até conseguir alcançar o ideal, que seria cerca de 1 hora de exercícios de moderada e alta intensidade, 5x na semana como correr, caminhar, pedalar e dançar. É importante também buscar a orientação de um profissional de Educação Física, que irá avaliar e aconselhar as atividades ideais, de acordo com seu objetivo e condição física atual.
























