Há cerca de 30 dias escrevi um artigo colocando dúvidas se esses “poderosos” países seriam capazes de vencer o Irã, um país que não possui expressiva força aérea ou naval, tão pouco armas nucleares.
As minhas dúvidas eram se a estratégia dos agressores teria sucesso, quais sejam, promover uma mudança de governo, a tal guerra híbrida, que há tempos vinham preparando e também assassinar lideranças, como sempre fizeram em outros países, com exceção da Venezuela que bastou sequestrar Maduro.
Mas o objetivo principal dessas ações bárbaras, é um projeto maior, já cumprido em parte na Venezuela, abocanhar também as riquezas do Irã, 3ª maior reserva petrolífera do mundo, impedir a China de ter acesso à grande parte da energia que consome, bloquear a Rota da Seda, além de controlar o Estreito de Ormuz por onde passam cerca de 20% do petróleo e gás do mundo.
Tudo isso dentro do mégalo projeto Trump chamado MAGA, “Make America Great Again”.
E Israel, estaria nesse conflito porque gosta de carnificina humana? Não, seu plano é ampliar seu território não só em Gaza, mas no Líbano, e se conseguir vencer o Irã, seu grande obstáculo, poderia ser o “dono” de todo o Oriente Médio.
Atroz engano de Trump e Netanyahu, mesmo assassinando líderes, cientistas, milhares de civis, centenas de crianças, bombardeando dezenas de escolas, universidades, usinas de dessalinização de águas, refinarias, milhares de residências, comércios; nenhuma das abjetas intenções foram alcançadas.
Após recuar seus “poderosos porta aviões”, ter “imbatíveis” caças, aviões e helicópteros abatidos, centenas de mísseis furando o tal domo de ferro em Israel, Trump rosnando, esbravejando e ameaçando “varrer do mapa” toda uma civilização, anuncia uma “trégua” de 15 dias.
Na reunião articulada pela China no Afeganistão ficou claro quem era o vencedor, ao invés de discutir os 15 pontos de Trump, a pauta foram os 10 pontos do Irã.
Desmascarados e sem saber o que fazer, a delegação dos EUA se retirou sem aceitar nenhuma exigência do Irã, ao contrário ainda tentou dar um golpe querendo a liberação total do estreito de Ormuz.
Escaldado em ser trapaceado, o Irã deu um sonoro não.
Para não perder o costume Trump ameaçou novamente “tomar na marra Ormuz”, tentou, percebeu que não conseguiria, propôs novamente outras rodadas de negociação.
Todo esse conflito, tantas mortes e destruição, tantos prejuízos causados a todos os países do mundo, pode-se constatar o que citei no meu primeiro artigo, que os EUA da América, assim como seus parceiros, Israel, a OTAN que fracassa na Ucrânia, se negou a encarar a arriscada aventura, todos em acentuado declínio. O tal mundo unipolar, sob comando dos EUA, agora dá lugar a um mundo novo, Multipolar.
Mostram apenas a falência acentuada e sem volta do velho sistema capitalista, que ao priorizar a financeirização e a agiotagem, deixaram em segundo plano a produção hoje em franco desenvolvimento nos países que constroem um regime superior, o Socialismo.
Aluisio Arruda é jornalista, arquiteto e urbanista, membro do PC do B-MT

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online
























