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Perícia aponta que raio provocou incêndio em Parque Estadual

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Governo de Mato Grosso

Perícia de incêndio.jpg

 

O incêndio no Parque Estadual Encontro das Águas (PEEA), que demandou 20 dias de atuação de brigadistas neste mês, foi causado por um raio, conforme constatou uma perícia realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e divulgada nesta quarta-feira pelo Governo do Estado. 

 

O fogo tomou conta da área após uma descarga elétrica de um raio atingir uma árvore e se alastrar pela na vegetação seca no campo, se transformando em um incêndio de grandes proporções na região. Os trabalhos de perícia foram executados por dois bombeiros peritos de incêndio florestal do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), que estiveram no ponto de detecção dos primeiros focos de calor registrados pelo monitoramento via satélite NPP-375, no dia 03 de setembro, quando iniciou o fogo.

 

Segundo o relatório de perícia, no ponto chave da investigação foi encontrada uma grande árvore com aproximadamente 3 metros de altura, partida no chão. Foram analisadas, ainda, partes do tronco que também apresentaram elementos danosos ocasionados pela descarga elétrica atmosférica, com ponto de entrada e saída do raio, um fenômeno natural.

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Outros fatores detectados pelos especialistas, que sustenta ainda mais o fator de causa natural, foi a medição da longitude. O local de registro do primeiro foco de calor detectado pelo satélite estava perto da árvore, uma distância de apenas 349 metros. Além disso, moradores relataram que no dia do acontecimento o céu apresentava características de chuva, carregado de nuvens, trovejadas com sonoridade ambiente de descarga elétrica, por volta das 00h, conforme descrito no laudo pericial.  

 

Registros meteorológicos fornecidos pela plataforma Vetusky mostraram que no dia de início do fogo a velocidade do vento era de 3 km por hora, em direção Nordeste, com variação de elevação para 10 km na direção Norte, além da temperatura com mínima de 20° e máxima de 38° celsius, umidade relativa do ar entre 10% e 60%, cenário propicio de propagação para incêndio.

 

Com a reunião de todos esses elementos e demais coordenadas técnicas, os peritos concluíram que o fator causa do incêndio foi descarga do raio, sendo o motivo de origem do fogo fenômeno natural.

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