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O PESO DO VICE INVESTIGADO PELA PF

Pivetta pode estar condenado a carregar Fabinho nas costas

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O deputado federal Fábio Garcia (União) é a peça do tabuleiro político que vai definir o tom da campanha à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Indicado candidato a vice pela mão imperial do ex-governador Mauro Mendes (União), Fabinho, investigado pela PF, virou um peso para Pivetta. Se o indicado de Mauro não renunciar à candidatura de vice, a chapa corre o risco de derreter. Otaviano Pivetta terá que fazer campanha condenado, politicamente, a carregar Fabinho nas costas. Vai gastar tempo para explicar aos eleitores o que faz um investigado pela PF no palanque ao seu lado. Esse tom defensivo era tudo o que não precisava. Pivetta fazer campanha explicando as denúncias de “fazimento” de malfeitos do seu vice.

No noticiário político, dois pontos chamam a atenção. 1) O grupo de Mauro Mendes não quer que Fabinho seja defenestrado da vaga de vice. Ou seja, há o grupo de Mauro Mendes, mas não há o grupo Pivetta. O atual governador continua indo a reboque do que Mendes decide. 2) Na explicação que deu sobre a investigação da PF, o deputado federal Fábio Garcia, então secretário da Casa Civil no período do escândalo, deixa claro que a transação da Oi foi tocada exclusivamente pela Procuradoria Geral do Estado e pela Secretaria de Fazenda. Tira o corpo fora e coloca na fogueira os outros dois órgãos do estado.

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O PNB registrou a defesa do parlamentar

O deputado federal Fábio Garcia (União) publicou um vídeo em suas redes sociais para se defender das acusações de envolvimento no Escândalo da Oi. A Polícia Federal deflagrou a Operação Heritage na quinta-feira (06.08) para apurar uma denúncia de um esquema revelado pelo PNB Online em 2025 sobre o acordo sigiloso que levou o Governo do Estado a pagar R$ 308 milhões à empresa de telefonia Oi. A denúncia aponta que o dinheiro saiu dos cofres públicos e foi parar em fundos de investimentos que teriam ligação com o ex-governador Mauro Mendes e o ex-chefe da Casa Civil Fábio Garcia, ambos do União Brasil. Os mandados expedidos na Operação foram determinados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Propaganda Política 

No vídeo, uma peça de propaganda, Fábio Garcia afirma que não é e nunca foi acionista ou quotista de “nenhum fundo”. E que nem o pai dele, também citado na denúncia, tem relação com o caso. “Pouco a pouco vamos desmontando cada mentira e mostrando a verdade”, disse Garcia, também usando o discurso de Mauro Mendes, de que a operação é uma “armação da velha política” para prejudicá-los na eleição.

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