Pesquisar
Close this search box.
ERVA DANINHA

Plantio de ódio e preconceito: a “direita mole” é cúmplice da extrema direita em Mato Grosso

Publicidade

A extrema direita bolsonarista é abertamente violenta e antidemocrática. Mesmo em suas formas menos extremas, o populismo de extrema-direita representa uma ameaça profunda à sociedade, onde todos devem ser tratados e respeitados de forma igualitária. O bolsonarismo em Mato Grosso submete os políticos de direita mole ao seu ritual de submissão aos valores retrógrados, ao discurso de ódio e ao preconceito contra o outro. A direita mole, complacente e oportunista, se deixa levar pela estratégica comunicativa de reduzir o debate eleitoral a rótulos e narrativas sem conexão com a realidade.

O ritual da extrema direita cultiva a erva daninha na política. É baseado, antes de qualquer outra coisa, na emoção. Fazer o contraponto democrático a estes discursos de ódio e preconceito em um cenário tomado pelo conservadorismo exige uma combinação de estratégia comunicacional e ação política da esquerda, do centro democrático e por setores da direita que ainda não estão submetidos às vontades da extrema direita.

Em Mato Grosso, o debate público é frequentemente atravessado por interesses do agronegócio, não há problema que seja assim. A discussão sobre desenvolvimento social é entrelaçada ao desenvolvimento econômico. A questão é quando o agro é usado como pano de fundo para pautas de costumes, com o plantio do ódio, do medo e do preconceito. São as sementes da erva daninha contra o avanço da qualidade de vida que atenda a todos efetivamente.

Leia Também:  Flávia Moretti diz ter encontrado escutas ilegais em seu gabinete

Alguns caminhos para o contraponto mais eficiente do que a comunicação estéril e dogmática:

  1. Desconstrução da mentira com dados locais

A extrema direita costuma utilizar narrativas genéricas. O combate mais eficaz é trazer o debate para a realidade concreta do estado.

Feminicídio e Violência Doméstica: Contra os discursos que minimizam políticas de gênero, utilize os índices locais. Mato Grosso frequentemente lidera rankings de feminicídio. Confrontar o discurso de “proteção à família” com os dados de violência real dentro dos lares é uma forma poderosa de expor contradições.

Denúncias de corrupção: Utilizar portais de transparência para questionar contratos de infraestrutura e gastos governamentais. Ocupar o espaço da fiscalização — muitas vezes cooptado pelo discurso moralista — retira o monopólio da “ética” da extrema direita e da direita mole. E apontar o contexto de Mato Grosso hoje, tomado pela série de escândalos de denúncias de corrupção no governo.

  1. A Transição da oposição dogmática para os fatos

Coragem e contundência: A resposta ao preconceito não pode ser neutra. Rebater o ódio exige que a comunicação aponte a ilegalidade e a desumanidade da fala, em vez de tratá-la apenas como “outra opinião”. O bolsonarismo cria um “tipo” ideal do oponente (o “esquerdista”, o “vagabundo”, “o petista”, etc.) para desumanizá-lo.  O foco deve ser na resolução de problemas comuns (saúde pública, educação, preço dos alimentos), retirando o debate do campo ideológico abstrato e trazê-lo para a experiência vivida do cidadão comum. A reconstrução de Mato Grosso deve tomar a ideia concreta do mundo da vida onde estão os sujeitos, apontando as ações que transformam a realidade.

Leia Também:  Taques vai recorrer de decisão que extinguiu ação sobre acordo de R$ 308 milhões entre Estado e Oi

 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza