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MERCADO IMOBILIÁRIO

Preço dos imóveis em Cuiabá sobe acima da inflação e m² chega a R$ 7 mil

alor de venda acumula alta de 4,99% em 12 meses, ante inflação de 4,14%.

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(Foto: Governo de MT)

O preço dos imóveis residenciais à venda em Cuiabá acumula alta de 4,99% nos últimos 12 meses, percentual acima da inflação registrada no período. Em agosto, o metro quadrado na capital mato-grossense chegou a R$ 7.044, segundo o Índice FipeZAP de Venda Residencial.

No mesmo intervalo, a inflação usada como referência no levantamento ficou em 4,14%. O cálculo considera o IPCA acumulado até julho e, para agosto, a prévia fornecida pelo IPCA-15. Com isso, os preços anunciados dos imóveis em Cuiabá tiveram ganho real no período.

A valorização também supera a inflação no acumulado de 2026. De janeiro a agosto, os imóveis residenciais anunciados na capital ficaram 3,49% mais caros, enquanto a inflação acumulada usada pelo indicador foi de 3,02%.

Somente em agosto, os preços em Cuiabá avançaram 0,23% em relação a julho. A alta foi menor que a média das 56 cidades acompanhadas pelo FipeZAP, que ficou em 0,53% no mês. Ainda assim, ocorreu em um período no qual o IPCA-15 registrou deflação de 0,40%.

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Com o metro quadrado a R$ 7.044, um imóvel de 70 m² teria preço anunciado próximo de R$ 493 mil, considerando apenas a média apurada pelo índice. Já uma unidade de 100 m² chegaria a cerca de R$ 704 mil.

Apesar da valorização, Cuiabá permanece entre as capitais com metro quadrado mais barato entre as monitoradas. O valor está abaixo da média geral do Índice FipeZAP, de R$ 9.954 por m², e de capitais como Vitória, que lidera o levantamento com R$ 15.650, Florianópolis, com R$ 13.531, e São Paulo, com R$ 12.143.

Nos últimos anos, a capital mato-grossense vem registrando altas sucessivas no preço residencial. A valorização em 12 meses chegou a 10,25% em 2022, 10,52% em 2023 e 10,31% em 2024. Em 2025, desacelerou para 6,41% e, na medição encerrada em agosto deste ano, ficou em 4,99%.

O Índice FipeZAP é elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Grupo OLX e acompanha os preços anunciados, e não necessariamente os valores efetivamente pagos nas negociações, de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras.

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