O procurador de Justiça Paulo Prado chamou a atenção da secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema), Mauren Lazzaretti, sobre os danos causados pelos garimpos, principalmente na cidade de Poconé. O membro do Ministério Público cobrou da Sema a criação de uma força-tarefa para conter os avanços e contaminações provocadas pela atividade garimpeira.
“Eu sou filho, neto, bisneto e tataraneto de Pantaneiro, de poconeano. E eu solicitei a vossa excelência, eu não sei se eu solicitei ou requisitei a vossa excelência, que fosse criada uma força-tarefa para Poconé, que o garimpo está acabando com Poconé, com a água em Poconé”, afirmou o procurador, nesta terça-feira (05.06).
De acordo com o procurador Paulo Prado, Poconé, como porta de entrada do Pantanal de Mato Grosso, vai desaparecer se for permitido o avanço dos garimpos. Ele ainda cobrou uma resposta efetiva da secretária.
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“Acho que a senhora (Mauren) conhece a região de Cangas, eu fui criado naquela região ali, então eu constantemente converso com amigos, colegas de infância, que falam que em Poconé hoje não tem mais água, que a Cangas ali está inabitável, então eu ainda não recebi resposta”.
A secretária participou da reunião do Conselho Superior do Ministério Público e se colocou à disposição. “Pode contar comigo do que for necessário para enfrentarmos essa situação, para salvar o Pantanal mato-grossense”.
Garimpos em Mato Grosso
O avanço da atividade garimpeira é observada em várias regiões do Estado. Dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), compilados pelo PNB Online, mostram que, no último quadriênio (2020 a 2023), houve um aumento de mais de 85% no número de processos minerários registrados na região de Chapada dos Guimarães.
Conforme a agência reguladora, responsável pela gestão dos recursos minerais do Brasil, a área alvo de processos de mineração de ouro e diamante em Chapada dos Guimarães atualmente é de aproximadamente 95.240 hectares, uma extensão maior que a do município de Várzea Grande, que possui cerca de 93.810 hectares.






















