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Texdto gerou polêmicas após governador tentar taxar energia solar.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou nesta quarta-feira (26.05), por unanimidade, projeto que prevê a isenção do ICMS sobre a energia solar. A matéria foi colocada em pauta para ser deliberada em segunda votação. O texto agora segue para sanção do governador Mauro Mendes (DEM).
O Projeto de Lei Complementar altera trechos da Lei 631/2019, que já determinava a isenção. No entanto, o trecho daquela legislação permitia brechas em seu entendimento, por conta da citação ao Convênio 16/2015 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Este convênio acaba deixando uma lacuna para cobrança de ICMS sobre a Tarifa de Utilização do Sistema de Distribuição da rede de energia (TUSD).
Em julho de 2019 a ALMT aprovou uma série de legislações que previam a redefinição dos incentivos fiscais em Mato Grosso. Na ocasião, ficou definido que o setor de energia solar deveria ficar isento de cobrança de ICMS. No entanto, consumidores que possuem usinas solares fotovoltaicas e que operam no regime de compensação em suas contas de energia passaram a ter a tributação do imposto cobradas em relação à TUSD. Para o deputado estadual Faissal Calil (PV), autor do texto, a aprovação de hoje dá maior segurança jurídica.
“Desta forma, fica fixado que até 31 de dezembro de 2027, não será mais cobrado ICMS sobre a energia solar em Mato Grosso. Agora os consumidores que fazem uso de usinas solares fotovoltaicas e aqueles que pretendem aderir a esta modalidade de geração de energia elétrica, terão muito mais segurança jurídica, sem sustos em suas contas. Esta é a palavra chave”, afirmou Faissal.
O deputado explicou ainda que o pedido de inclusão do projeto na pauta foi feito após o fim do prazo pedido pelo Governo do Estado para que se aguardasse a análise pelo Confaz de um pedido, feito pelo Executivo estadual, para que se orientasse a isenção de tributação sobre a energia solar através da TUSD. Faissal ainda cutucou o Conselho, após a resposta do órgão apontar que decisões de processos que definem políticas econômicas devem ser sigilosos.
“Nós fizemos a nossa parte. O governador pediu e tiramos o projeto de pauta, aguardando uma decisão do Confaz, que seria tomada no dia 25. Ontem, entramos em contato várias vezes com o Conselho, mas não tivemos êxito, infelizmente. Quando tivemos uma resposta, foi nos dito que processos administrativos que se destinem a embasar decisões de políticas econômicas, devem ser classificados como sigilosos. Isso é no mínimo uma afronta a democracia, a este parlamento e a todos os cidadãos de Mato Grosso”, pontuou.






















