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Relatório aponta causa “inconclusiva” sobre queda de avião que matou 3 pessoas

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Cenipa

Acidente de avião em Nobres

 

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou o relatório final da apuração de um acidente de avião que vitimou três pessoas em Mato Grosso. Após um ano e meio de investigação, os peritos não conseguiram identificar as causas da queda da aeronave. O relatório, que o PNB Online teve acesso, foi concluído há menos de uma semana, no dia 30 de dezembro de 2021, e citou ainda um incêndio ocorrido no local em que os destroços estavam guardados, que impossibilitou uma análise mais aprofundada dos motores e demais peças da aeronave.

 

O avião de prefixo PT-VGV decolou do aeroporto de Santo Antônio de Leverger com destino a Novo Progresso (PA), por volta de 15h do dia 24 de agosto de 2020. Trinta minutos depois a aeronave caiu e foi encontrada destruída em uma região de plantação na Fazenda Palmital, às margens da MT-240, no município de Nobres. Os três ocupantes morreram na hora: o piloto, um advogado e um empresário.

 

A investigação

 

Os peritos do Cenipa constataram que o piloto Romilton Lima da Silva, de 30 anos, possuía licença de piloto comercial e estava com as habilitações válidas. A queda do avião também vitimou Clesio de Paula Filho e Lucas Arrais Correia.

 

Romilton tinha aproximadamente 490 horas totais de voo e seu Certificado Médico Aeronáutico (CMA) estava válido. A aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido e operava dentro dos limites de peso e balanceamento. As escriturações das cadernetas de célula, motores e hélices também estavam atualizadas.

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Os dados meteorológicos do dia do acidente também não apresentavam formações significativas que pudessem contribuir com o acidente. “Dessa forma, concluiu-se que as condições meteorológicas eram propícias à realização do voo”, consta em um trecho do relatório.

 

No local do acidente, os peritos verificaram que as hélices de ambos os motores apresentavam deformações típicas de colisão com os motores sem potência, o que sugeria um apagamento dos motores em voo.

 

Também foi constatado que parte das asas estava longe da fuselagem da aeronave. Esse indício aponta para a possibilidade do desprendimento delas ainda em voo.

 

Além disso, analisando dados obtidos nas gravações do órgão de tráfego aéreo e radar, foi observado que desde a decolagem em Santo Antônio de Leverger o piloto aparentou ter dificuldade para estabilizar a aeronave na rota prevista para o destino. Isso permitiu “grandes variações para ambos os lados da rota planejada, sendo advertido por diversas vezes pelos controladores de tráfego aéreo”. Apesar disso, não houve qualquer relato do piloto sobre alguma situação anormal em voo.

 

Cenipa

destroços de acidente de avião

Incêndio que atingiu destroços do avião impediu uma análise minuciosa das peças

Incêndio prejudicou investigação

 

Um fato contribuiu para dificultar o trabalho de investigação sobre as causas do acidente. Alguns dias antes da data marcada para a análise dos componentes e abertura dos motores pela equipe de investigação, o operador da aeronave entrou em contato com a comissão de investigação e informou que houve um incêndio no terreno ao lado de empresa e que, na sequência, o fogo teria se propagado para o seu terreno, atingindo os destroços da aeronave.

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Segundo os relatos, quando o operador chegou ao local com os bombeiros, o fogo já teria consumido boa parte dos destroços, causando grandes danos, principalmente nos motores, que estavam acondicionados sobre pneus e cobertos com plástico. 

 

“No motor direito, o fogo consumiu os magnetos, toda a parte traseira com todos os componentes externos em alumínio, derreteu os cilindros e parte dos pistões; e provocou a fusão de vários componentes internos, impedindo qualquer tipo de análise, bem como a desmontagem do motor”, traz o relatório. Em função do ocorrido, a análise dos componentes ficou inviabilizada.

 

“Por fim, dadas as incertezas relacionadas às condições de operação dos motores, à dificuldade do piloto para manter a proa do destino, à possibilidade de a aeronave possuir um dispositivo corta-corrente (não certificado) instalado, ao desprendimento de superfícies aerodinâmicas em voo, e à impossibilidade de se realizar exames detalhados nos destroços, não houve a possibilidade de indicar possíveis fatores contribuintes para o acidente em tela”, concluiu o relatório da Aeronáutica.

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