Assessoria

O vereador Tenente Coronel Paccola (Republicanos), réu pelo assassinato do policial penal Alexandre Miyagawa de Barros, pediu licença de seu mandato na Câmara de Vereadores de Cuiabá na manhã desta quinta-feira (04.08). A licença, no entanto, não tem relação com o processo pelo qual Paccola responde na Justiça, mas sim para que o parlamentar possa se dedicar exclusivamente à campanha de pré-candidato ao cargo de deputado estadual nas eleições deste ano.
“Hoje eu protocolo meu pedido de licença porque amanhã nossa convenção acontecerá. Vou me dedicar à campanha como pré-candidato a deputado estadual”, disse o vereador ao discursar na Tribuna da Câmara.
Paccola também aproveitou o tempo na Tribuna para reclamar da decisão do juiz Flávio Miraglia Fernandes, que determinou a suspensão do porte de arma do vereador.
“Me sinto como se estivesse andando nu, andando pelado. Por decisão do juiz, e decisão judical a gente está para acatar, hoje não estou portando a minha arma de fogo”
“Me sinto como se estivesse andando nu, andando pelado. Por decisão do juiz, e decisão judical a gente está para acatar, hoje não estou portando a minha arma de fogo. Tive meu porte suspenso”, disse Paccola. Além disso, ele debochou. “Então, algumas pessoas que se sentem amedrontadas à minha volta pelo fato de eu estar portando uma arma de fogo, fiquem tranquilas agora porque não posso mais, enquanto essa decisão não for revogada”, completou.
Réu por assassinato
Na terça-feira (02.08), o juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, acatou a denúncia encaminhada pelo Ministério Público e tornou réu o vereador Marcos Paccola por homicídio. A decisão ocorreu justamente no dia em que a Câmara de Vereadores de Cuiabá votou pelo não afastamento de Paccola do cargo de parlamentar.
O Ministério Público defende que o crime foi cometido mediante utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por motivo torpe.
Vídeos de câmeras de segurança da rua mostram o momento em que o agente socioeducativo Alexandre Miyagwa foi morto pelo vereador. As imagens indicam o momento exato em que Paccola atira pelas costas do agente do sistema socioeducativo no dia 01 de julho no bairro do Quilombo, em Cuiabá.
Porte de arma suspenso
O juiz atendeu ainda a um pedido do Ministério Público e determinou a suspensão do porte de arma de Paccola tendo em vista as “características do crime e a prevenção da ocorrência de novos fatos similares”.
“Coaduno com o parecer ministerial, ao menos neste momento, visto que, conforme se denota dos informes inquisitoriais que subsidiaram a exordial acusatória, a suspensão do porte de arma é medida que se impõe para o acautelamento da ordem pública e recalcitrância delitiva, dado ao modus operandi descrito à exordial. Dessarte, considerando a necessidade e a eficiência para a garantia da ordem pública, aplico a cautelar de suspensão do porte de arma de fogo ao denunciado MARCOS EDUARDO TICIANEL PACCOLA”, frisou Flávio Miraglia Fernandes. Ele determinou também que a Polícia Federal seja comunicada da decisão.






















