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Se eleito, Lula avalia perdoar dívidas do Fies

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Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Fies

 

Caso eleito em 2022, o pré-candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera perdoar as dívidas de mais de 1 milhão de inadimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o Ministério da Educação (MEC), 54.3% dos contratos não foram pagos.

 

Outra alternativa, segundo Lula, seria renegociar os débitos com os estudantes. O MEC afirmou recentemente que tem avaliado junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) “a publicação de nova renegociação de dívidas”.

 

“Nós vamos ter que renegociar essa dívida ou anistiar. Todo ano esse país faz o Refis para anistiar dívidas de empresários que não pagaram impostos e por que não podemos fazer isso para os estudantes brasileiros? Porque podemos financiar empresas e projetos e não pode financiar um jovem que vai adquirir conhecimento para ajudar o Brasil crescer e ser mais independente, competitivo”, disse Lula à rádio cuiabana Capital FM, nesta quarta-feira (29/09).

 

Ex-presidente, Lula relembrou que em 2008 o Governo Federal fez algo semelhante para beneficiar o agronegócio. Na oportunidade, foi aprovada uma Medida Provisória para renegociação de R$ 75 bilhões em dívidas do setor.

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“É importante falar que essa quantia em 2008 era muito dinheiro. Porque não pode dar um alento para esse jovem de que ele vai continuar estudando sem que a gente fique com uma faca no pescoço dele? Então, vamos cuidar disso, porque pra mim acesso à universidade é uma obrigação do Estado brasileiro”.

 

“Se o Estado pode bancar a agricultura empresarial, o financiamento da agricultura familiar, se o Estado pode bancar o desenvolvimento de muitas empresas grandes, o Estado tem obrigação de bancar o estudo do jovem brasileiro. Nenhum país do mundo se desenvolve sem Educação, Ciência e Tecnologia”, completou.

 

Cortes na Educação

 

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) sofreu um corte de R$ 13 milhões no orçamento. Anunciado pelo Governo Jair Bolsonaro (sem partido), a medida faz parte do pacote de cortes no valor de R$ 1 bilhão e o bloqueio de verbas para as 69 universidades federais, na aprovação da LOA (Lei Orçamentária Anual) para 2021.

 

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Combativo, Lula lamentou as medidas. “Bolsonaro não pensa em nada produtivo, ele só pensa em destruir. Eu fico até com medo de um cara como Bolsonaro visitar o Coliseu, achar que não está pronto, e querer destruir, porque a mentalidade dele não é produzir. Ele criou uma vaga sequer para algum aluno do Estado de Mato Grosso? Fez um metro de estrada ou de ferrovia em Mato Grosso?”, questionou Lula.

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