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ÓBITOS EVITÁVEIS

Secretário ignora quatro pedidos de socorro e hospital alerta: pacientes vão morrer 

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O secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, ignorou os pedidos de socorro diante do déficit de pessoal do Hospital Regional de Sinop, que corre o risco de entrar em colapso e sofrer com “mortes evitáveis”. 

O alerta é da superintendente de enfermagem da unidade de saúde, Claudia da Conceição Vaz, que enviou documento na última terça-feira (15/07) ao secretário informando, pela quarta vez, o alarmante déficit de pessoal enfrentado pela unidade de saúde

“Quais são as consequências imediatas: Para os pacientes; aumentos de óbitos evitáveis; devido à falta de equipe mínima para um suporte adequado; erros assistenciais; medicações atrasadas, monitoramento falho nos setores”, diz trecho do documento

A direção do hospital enviou solicitações de complementação do quadro de pessoal em novembro do ano passado, fevereiro e maio deste ano, mas não recebeu nenhuma resposta. Este é o quarto pedido enviado pelo hospital. 

O hospital apresenta um déficit de 91 profissionais na escala, sendo 17 enfermeiros, 70 técnicos de enfermagem e 4 maqueiros a menos do que o necessário

Conforme o novo documento, o hospital possui 128 leitos, mas 14 leitos estão inoperantes devido à limitação de recursos humanos e rouparia. O último processo seletivo ocorreu em 2023, há dois anos, e desde então não houve reposição suficiente de profissionais para suprir as necessidades específicas e dinâmicas de cada setor. 

O documento lista sobrecarga de trabalho para os servidores remanescentes e alta taxa de adoecimento entre os profissionais como um dos problemas causados pela falta de pessoal. Nos últimos oito meses, registou-se um total de 66 desligamentos, segundo a direção do hospital. Deste total, 18 desligamentos ocorreram nos últimos 30 dias. 

“Além disso, setores críticos como a UTI Adulto – que exige profissionais com formação e perfil técnico específico – não têm conseguido manter uma equipe estável e qualificada. Da mesma forma, o setor de Urgência e Emergência opera com sobrecarga, comprometendo a capacidade de resposta e a qualidade do cuidado”, diz trecho do pedido ao secretário. 

O hospital não tem conseguido garantir a equipe mínima necessária nos setores de Emergência e UTI Adulto. Na UTI Adulto, existem 3 profissionais para 10 leitos (o exigido seria 7-8 por plantão, considerando complexidade). Na emergência, trabalham apenas 3 profissionais (o mínimo seria de 5 pessoas). 

Para resolver o problema, o hospital sugeriu o fechamento de leitos como medida emergencial para garantir a continuidade do funcionamento da unidade. Além disso, uma das sugestões seria chamar os aprovados no concurso público da secretaria.

Outro lado

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde e recebeu a seguinte resposta:

“A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) esclarece que já trabalha para que as necessidades identificadas no Hospital Regional de Sinop sejam atendidas conforme as possibilidades da administração pública”.

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