Pesquisar
Close this search box.
GOVERNO DE NEGÓCIOS VII

Secretário rejeitou se envolver em acordo de R$ 308 milhões e deu “bronca” na PGE

Documento encaminhado ao TCE mostra que Rogério Gallo se afastou do procedimento e jogou a responsabilidade para a Procuradoria Geral.

Publicidade

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, “tirou o corpo fora” quando encaminharam a ele o acordo de R$ 308 milhões firmado entre a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a empresa de telefonia Oi S.A., alegando que a Secretaria de Fazenda não deveria ter qualquer participação no acordo. A informação consta em decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) publicada na última terça-feira (01/07).

De acordo com o Tribunal de Contas do Estado, que recebeu os documentos sobre o caso, Gallo determinou a devolução do processo no dia 17 de abril de 2024, seis dias depois que o acordo foi homologado pelo desembargador Mario Kono.

Gallo alegou que é responsável apenas pela gestão do Fiplan – sistema de pagamento do Governo do Estado, e que não poderia controlar repasse de receitas conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA). O secretário afirmou ainda que a PGE deve consultar a Sefaz sobre a viabilidade financeira de futuros acordos, o que não ocorreu no caso da Oi S.A.

A reportagem do PNB Online solicitou o parecer completo ao secretário de Fazenda, Rogério Gallo, mas este não respondeu às mensagens.

Leia Também:  Horário eleitoral no rádio e TV começa nesta sexta

O parecer apareceu apenas em uma decisão do TCE, após representação de natureza externa protocolada pela deputada estadual Janaina Riva (MDB). Na decisão do conselheiro Antônio Joaquim, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

“Compete ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público Federal a apuração de potenciais conflitos de interesses ou vínculos indiretos entre os gestores dos fundos e autoridades públicas, uma vez que essa discussão extrapola os poderes e as ferramentas de controle externo”, diz a decisão.

Ainda de acordo com o TCE, o acordo firmado e executado pela Procuradoria-Geral do Estado implicou mudança orçamentária significativa, que aponta falta de planejamento, correspondente a uma alteração de aproximadamente 60% do orçamento inicial do órgão.

Entenda o caso

O caso foi revelado com exclusividade pela reportagem do PNB Online em maio deste ano. A empresa, que está em recuperação judicial, cedeu o crédito a um escritório de advocacia em Cuiabá, que negociou o crédito em nome da companhia. O escritório firmou um acordo sigiloso com a PGE, no qual o Estado se comprometeu a devolver R$ 308.123.595,50 que teriam sido cobrados indevidamente da Oi pelo Estado em uma execução fiscal.

Leia Também:  Novelli manda suspender processo licitatório de R$ 30,9 milhões da Sefaz-MT

Por determinação do acordo com a PGE, o dinheiro foi parar nas contas de dois fundos de investimentos: Royal Capital e Lotte Word, cujo gestor, Fernando Luiz de Senna Figueiredo, também aparece como gestor de fundos que investem nas empresas da família de Mauro Mendes (União), governador do Estado.

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza