A Seleção Brasileira encerrou as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 com a pior campanha da sua história. A derrota para a Bolívia, fora de casa, não apenas tirou a invencibilidade de Carlo Ancelotti no comando do time, como deixou o Brasil com apenas 28 pontos em 17 rodadas, número inferior ao do ciclo pré-2002, até então o mais fraco da equipe.

Naquela ocasião, entre 2000 e 2001, o Brasil fez 30 pontos e só garantiu vaga no Mundial do Japão e da Coreia do Sul na última rodada, ao vencer a Venezuela por 3 a 0, em São Luís. Além dos resultados irregulares, a campanha ficou marcada pela troca de técnicos (Vanderlei Luxemburgo, Emerson Leão e Luiz Felipe Scolari), pela instabilidade tática e por derrotas pesadas, como o 3 a 0 sofrido diante do Chile.
A história parece se repetir no ciclo atual. O Brasil começou as Eliminatórias com Fernando Diniz, interino, e depois passou por Dorival Júnior, ambos demitidos após derrotas para a Argentina. Ancelotti assumiu nas quatro últimas partidas, com saldo de duas vitórias, um empate e uma derrota — esta para os bolivianos.
Se os números preocupam, os supersticiosos preferem olhar para o passado: depois da campanha ruim de 2002, a seleção reagiu no Mundial e conquistou o pentacampeonato sob comando de Felipão, vencendo todos os sete jogos na Ásia. Agora, o desafio de transformar desconfiança em título será do treinador italiano, que buscará o hexacampeonato e tentará encerrar um jejum de 24 anos sem levantar a taça mais cobiçada do futebol.
Campanhas do Brasil nas Eliminatórias
- 2002 – 30 pontos (9 vitórias, 3 empates, 6 derrotas) – 3º lugar
- 2006 – 34 pontos (9 vitórias, 7 empates, 2 derrotas) – 1º lugar
- 2010 – 34 pontos (9 vitórias, 7 empates, 2 derrotas) – 1º lugar
- 2014 – Não disputou (país-sede)
- 2018 – 41 pontos (12 vitórias, 5 empates, 1 derrota) – 1º lugar
- 2022 – 45 pontos (14 vitórias, 3 empates) – 1º lugar
- 2026 – 28 pontos (8 vitórias, 4 empates, 5 derrotas) – 5º lugar





















