O procurador de Justiça Domingos Sávio Barros usou suas redes sociais, nesta quinta-feira (16.01), para se posicionar sobre a recente fala do governador Mauro Mendes ( União) referente ao uso de câmeras corporais por policiais militares. Sem citar nomes, o membro do Ministério Público classificou o posicionamento do chefe do Executivo como ofensivo e revelando “total ignorância”.
Desde que o uso de câmeras nas fardas dos policiais começou a ser debatido em Mato Grosso, o procurador tem se posicionado favorável à medida. Nesta semana, no entanto, o governador, que é contra, argumentou que juízes, desembargadores, membros do Ministério Público e políticos também adotassem o uso dos equipamentos.
“Prosseguem as discussões acerca do uso de câmeras corporais pelos policiais militares e, pelo que noto, os que resistem a essa iniciativa apresentam argumentos cada vez mais absurdos. Agora passam a dizer que se for para os policiais militares usarem as câmeras, que usem também os políticos, os magistrados e membros do Ministério Público para, desse modo, evitar atos de corrupção dos agentes”, declarou o procurador.
Para o procurador, o uso das câmeras protege os bons policiais e os argumentos dos que são contra a medida revelam “total ignorância” sobre o debate.
“Esse raciocínio além de ofensivo a todos nós, revela total ignorância de quem o sustenta. Eu já disse aqui que o uso das câmeras corporais pelos policiais militares é importante antes de tudo para proteger o bom policial. Isso porque com as câmeras filmando suas ações eles não serão acusados levianamente e injustamente”.
Veja o vídeo completo do posicionamento do procurador:
Em entrevista à rádio CBN, Mauro Mendes defendeu o uso de câmeras corporais por membros do Judiciário e Ministério Público. A declaração foi alvo de repúdio por parte do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, e pela Associação Mato-Grossense de Magistrados (Amam).
Para a Amam, a postura do governador foi “lamentavelmente ofensiva” e configuram um rompimento na harmonia entre os Poderes. O presidente do Tribunal de Justiça classificou o posicionamento do chefe do Executivo como irresponsável.
O Ministério Público Estadual, no entanto, preferiu não se manifestar sobre o assunto.
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