O julgamento do pedido de liberdae do deputado estadual Mauro Savi (DEM), que está preso preventivamente há 15 dias, somente será retomado no dia 14 de junho, quando o Tribunal Pleno deverá ser reunir novamente. É que as sessões de matérias judiciais somente acontece na segunda e na quarta quinta-feira do mês.
O julgamento teve início ontem (24), e após pedido de vista do desembargador Marcos Machado foi suspenso. Até o momento, 16 desembargadores se manifestaram pela manutenção da prisão de Mauro Savi e dois pela soltura do deputado.
O relator do caso, desembargador José Zuquim, afirmou que a necessidade de manutenção se deve ao fato do deputado continuar a praticar delitos. A prova disso será o fato do parlamentar ter três processos penais em andamento contra ele no tribunal. Além disso, a forte influência que exerce no meio político e o poder econômico que detém poderia prejudicar a instrução processual.
A defesa do deputado argumentou que não há risco disso ocorrer, já que a ação penal já foi proposta contra o parlamentar o que afastaria o risco de prejudicar a coleta de provas. Ainda segundo o advogado Paulo Fabrin, que assumiu o caso, Mauro Savi não teria nenhuma influência no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), conforme o próprio Ministério Público Estadual teria sustentado na ação penal.
O deputado é acusado de ser um dos líderes do esquema criminoso que teria desviado R$ 30 milhões em propina do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso, entre as gestões Silval Barbosa e Pedro Taques (PSDB). A ação penal é fruto da investigação da “Operação Bereré”, do Ministério Público Estadual.
Ele é apontado como o “dono” do Detran e a pessoa que indicava os presidentes da autarquia para a suposta manutenção do contrato da empresa FDL Serviços de Cadastros Ltda., atual EIG Mercados Ltda, que pagava a propina, por meio da empresa de fachada Santos Treinamento.
Também foi preso nessa mesmo operação, o ex-chefe da Casa Civil, do governo Pedro Taques, Paulo Taques e o irmão dele, Pedro Zamar Taques. Todos por suposto envolvimento no esquema.























