A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) iniciou um projeto institucional para identificar os motivos que levaram milhares de estudantes a abandonarem seus cursos nos últimos anos. A iniciativa está sendo discutida nesta semana no Conselho Universitário, como parte do Caderno Orçamentário 2025, e prevê a realização de um diagnóstico aprofundado sobre a evasão.
Dados da Coordenação de Administração Escolar da UFMT indicam que o número total de estudantes que abandonaram seus cursos desde 2015 gira em torno 32 mil, dos quais sendo 22.011 do campus de Cuiabá, 1.138 de Várzea Grande, 4.300 do Araguaia e 4.727 de Sinop.
As ações de diagnóstico da evasão na UFMT estão sendo coordenado pela professora Geruza Vieira, doutora em Sociologia e vinculada ao Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) do campus Araguaia. Segundo a reitoria, trata-se de um esforço inédito por reunir diferentes áreas do conhecimento e incluir diretamente os estudantes da universidade no processo de diagnóstico.

“Como todos os projetos de interesse institucional que faremos, oportunizamos espaço para estudantes pesquisadores da UFMT, com formação em diversas áreas, como ciências sociais, medicina, física, história e engenharia”, explicou a reitora Marluce Silva em nota. Os alunos são oriundos dos campi de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Araguaia, e recebem bolsas de R$ 1,5 mil.
O trabalho está dividido em duas etapas. A primeira, já em andamento, envolve análise documental e revisão de literatura sobre o tema. Na segunda fase, os bolsistas realizarão entrevistas, visitas domiciliares e atendimentos a estudantes evadidos. Um relatório parcial será apresentado durante as comemorações dos 55 anos da UFMT.
Além dos estudantes, o projeto conta com a participação de uma servidora técnico-administrativa e duas professoras, e é apoiado pelas pró-reitorias de Assistência Estudantil (PRAE), Ensino de Graduação (PROEG) e pela Secretaria de Comunicação (Secomm).
De acordo com a reitora, o objetivo é construir políticas com base em dados reais e criar condições para que alunos evadidos possam retornar. “Queremos trabalhar e oportunizar o retorno daqueles e daquelas que queiram voltar à UFMT”, afirmou.























