A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), decidiu pelo indiciamento do motorista O. D. C. C. pelo crime de homicídio culposo pela morte do entregador João Bosco Ferreira de Sá, 65 anos, no dia 27 de julho deste ano. Ele realizava uma entrega no bairro Quilombo, em Cuiabá, quando foi prensado pelo caminhão que era conduzido por O. D. C. C., que é trabalhador da terceirizada da BRF, a Transportadora Comércio e Distribuidora de Leite JJS Filho LTDA.
Vídeos de câmeras de segurança mostram o momento exato em que o caminhão conduzido por O. D. C. C. atinge João Bosco Ferreira de Sá, que foi prensado por pelo menos 15 segundos. O entregador foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e depois transferido para UTI de um hospital particular de Cuiabá, mas não resistiu e morreu.
No inquérito, o delegado Christian Cabral concluiu que o motorista da Transportadora Comércio e Distribuidora de Leite JJS Filho LTDA, terceirizada da BRF, agiu na modalidade de imperícia – quando o autor realiza uma atividade para qual não se possui conhecimento ou domínio técnico.
Em depoimento ao delegado da Polícia Civil, O. D. C. C. contou que deixou o caminhão em funcionamento e que não se lembra de ter acionado o freio que tem por finalidade básica travar as duas rodas traseiras para evitar qualquer movimento enquanto o veículo estiver estacionado.
A família do entregador João Bosco Ferreira de Sá ingressou com uma ação contra a terceirizada da BRF, a Transportadora Comércio e Distribuidora de Leite, proprietária do caminhão e empresa onde o motorista indicado trabalhava à época dos fatos, pedindo esclarecimentos e cobrando indenização por parte da empresa.
O advogado Fernando Biral explicou à reportagem que depois de mais de 80 dias após o fato ainda não chegou a um acordo com a empresa.
Outro lado
Procurados, a assessoria jurídica e o proprietário da empresa informaram que o caso está correndo na Justiça e que não irão se posicionar.

























