Na avaliação do senador por Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), as vitórias de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira ((PP-AL) para as presidências do Senado e Câmara Federal, respectivamente, representam maior estabilidade política para o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). Aliados do presidente, com amplo apoio do Palácio do Planalto durante a eleição para os cargos, eles tenderiam a “engavetar” os mais de 60 pedidos de impeachment.
Ainda que Bolsonaro tenha indicado medicamentos sem comprovação científica para tratar o vírus, protagonizado aglomerações, minimizado o uso da máscara, feito discursos que colocaram em dúvida os registros oficiais de casos confirmados e tivesse proferido ofensas contra imprensa e até aos mortos, seus aliados políticos, segundo Wellington, teriam mais “ponderação”.
“As vitórias do Arthur Lira e do Rodrigo Pacheco representam, sim, mais diálogo com o Governo. É claro que o presidente Bolsonaro terá que ter toda a disposição e competência para esse diálogo, mas com certeza traz mais aproximação entre o Poder Legislativo e o Executivo, e até maior mediação por parte do Pacheco entre o Judiciário, já que ele é um advogado renomado e facilita esse trabalho. O Arthur Lira para a Câmara deve ter muito mais equilíbrio e cuidado para, se for o caso, apreciar um pedido de impeachment. Dificilmente acho que ele colocará em pauta esses pedidos, pelo menos de início”, disse o senador ao PNB Online.
A onda de agravamento do novo coronavírus no Brasil, associada às dezenas de pedidos de impeachment do presidente, geraram uma forte crise de governabilidade no país. A postura de Bolsonaro diante da escalada de mortes provocada pela covid-19 criou uma corrente ideológica de negacionistas, pessoas que não acreditam na grave crise de saúde mundial e nem na necessidade das vacinas para conter a doença. A maioria dos pedidos de impeachment são baseadas nessas acusações, além das fakenews espalhadas pelo próprio presidente e seus apoiadores.
“O Rodrigo Pacheco representa a vitória do equilíbrio, da ponderação. Ele é um homem preparado e nesse momento de dificuldade que passa o pais, principalmente pela segunda onda da pandemia, com as dificuldades econômicas, e com o desemprego, ele como presidente do Senado, será peça fundamental no equilíbrio das forças políticas do pais”, avaliou Wellington Fagundes.
























