Em meio à crise política gerada pelo afastamento do vereador Sargento Joelson (PSB), alvo da Operação Perfídia da Polícia Civil nesta terça-feira (29.04), o suplente Gustavo Padilha (PSB) afirmou que adotará uma postura independente em relação ao prefeito Abílio Brunini (PL) ao assumir a cadeira na Câmara Municipal.
Em entrevista ao PNB Online, o novo parlamentar, que substitui um aliado do governo, evitou definir alinhamentos e disse que priorizará projetos “a favor da população”. Candidato pela primeira vez em 2020, quando teve 835 votos, Padilha voltou a disputar em 2024 e obteve 2.113, o que o levou à suplência do PSB na Câmara.
“Sem dúvida nenhuma os projetos de lei que que forem para discutir a favor da população, com certeza vou votar a favor. Então, eu acredito que nesse primeiro momento vou atuar muito com independência e conhecendo um pouco mais as situações”, afirmou.
Padilha foi secretário-adjunto de Agricultura no governo de Emanuel Pinheiro (MDB) e, a exemplo de Sargento Joelson, migrou seu apoio para Abilio tão logo este foi eleito prefeito de Cuiabá. Líder comunitário do bairro Poção, o novo vereador encheu a gestão Brunini de elogios em suas redes sociais, em postura semelhante a de Joelson.
“Eu sou daquele dilema dos 100 dias, que finalizou agora. Essas publicações que eu fiz foi porque foram algo que a gente lutou”, minimizou o vereador. “Felizmente a gente foi atendido e na política a gente tem que ser justo e nessa questão de ser justo com certeza eu parabenizei a Prefeitura”, comentou.
Além de Gustavo, o atual secretário de Agricultura e Trabalho, Fellipe Corrêa (PL), também deverá assumir a Câmara, na vaga de Chico 2000 (PL), outro vereador afastado pela Justiça por suspeitas de corrupção.
Operação Perfídia
As suspeitas da Polícia Civil são de que Chico e Joelson teriam recebido propina para aprovar um empréstimo de R$ 50 milhões da Prefeitura de Cuiabá destinado a concluir as obras do Contorno Leste e a pagar uma empreiteira.
A denúncia sobre o caso teria sido feita pelo próprio prefeito, aliado dos dois vereadores, quando Abilio Brunini era deputado federal.
Além dos dois vereadores, a operação também teve como alvo dois funcionários da construtora e um empresário. Ao todo, foram determinadas 27 ordens judiciais, sendo mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e eletrônicos, além de sequestro de bens, valores e imóveis.






















