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SUSPEITA DE IRREGULARIDADE

Consórcio que não existia vence licitação de R$ 24 milhões no Parque Novo Mato Grosso

A licitação para a construção do parque aquático previa que consórcios deveriam apresentar o requerimento de constituição do negócio entre duas ou mais empresas em até três dias úteis após a adjudicação, o que não teria ocorrido.

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A Construção do Splash Parque, no Parque Novo Mato Grosso, será feita por um consórcio que sequer existia quando a licitação para a obra começou e que foi formalizado apenas um dia antes da assinatura do contrato de R$ 24,9 milhões com a Mato Grosso Participações (MT Par), o que ocorreu na última terça-feira (21).

A licitação para a construção do parque aquático, que faz parte de um conjunto de obras bilionárias que começou no governo Mauro Mendes (União), previa que consórcios deveriam apresentar o requerimento de constituição do negócio entre duas ou mais empresas em até três dias úteis após a adjudicação.

As empresas Conenge Construção Civil Ltda. e IMF Construtora e Incorporadora Ltda foram declaradas vencedoras às 11h35min17s do dia 9 de julho. Um minuto depois, às 11h36min35s a licitação foi homologada, sem qualquer informação sobre o requerimento de constituição do consórcio.

Segundo a Junta Comercial de Mato Grosso, um consórcio pode ser constituído no prazo de 2 a 7 dias. Conforme documento da Receita Federal, o Consórcio Splash Parque foi constituído apenas no dia 20 de julho, um dia antes da assinatura do contrato.

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O edital previa a desclassificação imediata da licitante (item 4.11.1.1) caso o protocolo de registro não fosse apresentado no prazo após a adjudicação. No entanto, a MT-PAR prosseguiu com o processo, ignorando a etapa eliminatória.

O projeto prevê a implantação de infraestrutura recreativa com brinquedos aquáticos, toboáguas, lâminas d’água e vestiários. A obra deve ser executada em um prazo estimado de 08 meses, com vigência contratual de 13 meses. O financiamento provém de recursos próprios da MT Participações e Projetos S.A..

Projeto do Splash Parque, que custará R$ 24,9 milhões aos cofres públicos

A Conenge Construção pertence a Luiz Carlos Richter Fernandes, empresário que realiza outras obras no parque como, por exemplo, o chamado “Complexo Sunset”.

Curiosamente, documentos da licitação do Splash Parque apresentavam, por falha, a denominação “Complexo Sunset”.

Richter Fernandes foi presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT). Em 2010, Richter assumiu o cargo de presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) após o então presidente, Mauro Mendes, se licenciar do posto.

Outro lado

Até o fechamento desta reportagem, a MT-PAR e as empresas integrantes do consórcio, representadas por Luiz Carlos Richter Fernandes (Conenge) e Bruno Moraes Fernandes (IMF), não se manifestaram sobre as informações. O espaço segue aberto para manifestações.

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