O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), afirmou nesta quarta-feira (07/05) que uma ala em construção deve abrigar os seis novos deputados estaduais com as vagas criadas pelo Projeto de Lei Complementar (PLP) 177/23, que está em votação no Congresso Nacional.
Max também afirmou que o orçamento do órgão não será alterado com a aprovação do Projeto de Lei que aumenta o número de vagas para deputados estaduais e deputados federais em todo Brasil.
O texto, aprovado nesta quinta na Câmara dos Deputados em Brasília aumenta duas vagas para deputados federais e seis vagas para deputados estaduais em Mato Grosso. No entanto, o projeto ainda precisa passar pelo Senado.
“Nós estamos fazendo uma ala nova, começada na gestão do Botelho. É um projeto antigo. Precisamos continuar com essa obra para que nós tenhamos condições de receber os seis novos deputados”, declarou Russi. “Não é que é importante as seis vagas no parlamento estadual, mas as duas vagas em Brasília são muito importantes para Mato Grosso. Passaremos de 8 deputados federais para 10, então é uma conquista importante, fruto do crescimento do estado de Mato Grosso”, afirmou.
A obra citada por Russi é tocada pela empresa Construtora LDN Ltda através do Contrato 35/2023. A empresa receberá R$ 40 milhões pelo serviço, cujo prazo de conclusão estava previsto para 29 de maio deste ano.
Russi não deu detalhes sobre os custos e o andamento da obra, que ele afirmou ter iniciado na gestão do ex-presidente da ALMT, Eduardo Botelho (União). Ainda assim, segundo o deputado, o parlamento estadual não tem necessidade de novas vagas, mas como se trata de uma lei, o parlamentar terá de atender a exigência.
Ele defendeu que o número de deputados federais não deveria ter aumentado em estados com populações menores e que não cresceram nos últimos anos. Para ele, o Congresso Nacional deveria reduzir as vagas de alguns estados em detrimento de outros, como Mato Grosso, cuja população aumenta exponencialmente no último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é utilizado como parâmetro para mudanças no quadro de vagas das casas legislativas.
“Eu acho que não deveria ter o aumento de número de deputados. Deveria manter os 513, mas Mato Grosso tem legitimidade, então é justo que a gente tenha dois deputados federais a mais”, opinou o pessebista.























