O número de empresas da construção civil com pelo menos cinco empregados cresceu 21,9% em Mato Grosso entre 2014 e 2023, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada nesta quarta-feira (22) pelo IBGE. Apesar do avanço, o setor empregava menos pessoas ao fim do período: 40.964, uma queda de 10,3% em relação aos 45.670 trabalhadores registrados em 2014.
O estado somava, em 2023, 1.592 empresas ativas na construção, responsáveis por um valor total de R$ 8,8 bilhões em obras, incorporações e serviços especializados. O montante representa 2% do valor gerado pelo setor no país. Em 2014, esse valor era de R$ 7,1 bilhões, o que significa um crescimento de 23,9% em termos nominais ao longo de nove anos.

No ranking nacional de pessoal ocupado, Mato Grosso ficou em 14º lugar, com 1,9% da força de trabalho do setor. São Paulo lidera com 26,5%, seguido por Minas Gerais (13%) e Rio de Janeiro (7,6%).
Entre os segmentos, a construção de edifícios manteve participação estável no valor total das obras do estado (42,5% em 2014 e 42,9% em 2023), enquanto as obras de infraestrutura perderam espaço, passando de 48,9% para 41,4%. Já os serviços especializados, embora tenham recuado em relação a 2022, praticamente dobraram sua participação em comparação com 2014: de 8,6% para 15,7%.
O analista da pesquisa, Marcelo Miranda, exemplifica que Serviços especializados para construção podem ser entendidos como serviços de pintura ou instalação de tubulação, entre outros, geralmente sublocados em grandes projetos por empresas maiores, e comenta o crescimento do segmento. “Isso pode ser reflexo de uma crescente demanda por expertise técnica e serviços de alta especialização na execução de projetos de construção. Apesar do crescimento, esse segmento manteve-se como o terceiro da indústria”.
As empresas do setor em Mato Grosso pagaram R$ 1,52 bilhão em salários, retiradas e outras remunerações em 2023, e tiveram custos totais de R$ 3,31 bilhões.
























