
O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) abre o calendário acadêmico do segundo semestre de 2025 com uma reflexão sobre os limites e possibilidades da medicina contemporânea. A aula inaugural, marcada para esta quarta-feira (13.08), será conduzida pelo antropólogo Pedro Paulo Gomes Pereira, professor titular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com o tema Desenfeitiçar a medicina: seus feitiços e os contrafeitiços do viver.
Na conferência, Pereira propõe repensar a medicina como um “campo de convivência entre diferentes saberes e modos de cura”, defendendo práticas mais plurais e inclusivas. Inspirado na filósofa Isabelle Stengers, ele critica a forma como a medicina atual funciona como “máquina produtora de realidades” que define normas e exclui conhecimentos alternativos.
Coordenador do Quereres (Núcleo de Pesquisa em Diferenças, Direitos Humanos e Saúde da Unifesp), o pesquisador tem trajetória consolidada nas áreas de antropologia, saúde coletiva, gênero e sexualidade. É mestre e doutor pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado na Universidade de Barcelona, e já atuou como bolsista da Fundación Carolina, na Espanha.
Autor de obras como O terror e a dádiva (2004), De corpos e travessias (2014) e A Invenção do Impossível (2023), também recebeu o Prêmio Antropologia e Direitos Humanos da Associação Brasileira de Antropologia, em 2002. Sua produção acadêmica inclui artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais, além de colaborações editoriais.





















