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Reitora da UFMT ensina a enfrentar a praga da extrema direita

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A universidade é o espaço da produção de conhecimento, do conflito inteligente levado pelo debate franco, aberto e respeitoso, e pelo acolhimento da diversidade. Há cursos, pesquisadores e professores do campo conservador e há cursos, pesquisadores e professores do campo progressista. É bom que seja assim e que as diferenças sejam tratadas como se deve, democraticamente e sempre pautadas pelo interesse público.

A praga do político-celular, de extrema direita, invadiu nos últimos dias o espaço livre da universidade caçando likes, promovendo o ódio, e surfando no mar da ignorância. Alguns notórios bolsonaristas gravaram tais vídeos de celebração do ódio e da ignorância. Em busca de promoção pessoal com vistas às eleições de 2026. O mote do radicalismo foi a presença institucional e de militantes do MST que participam de um evento na universidade.

A reitora da UFMT, a professora doutora Marluce Souza, fez um vídeo de contraponto nas redes sociais, defendendo a autonomia da universidade dos ataques dos extremistas oportunistas. Serena e firme, ela explica o óbvio necessário a ser dito, sempre, nestes tempos de extremismo. A universidade é um espaço público de conhecimento, educação, pesquisa e tem a obrigação de acolher para o debate acadêmico questões sensíveis e reais, entre elas a mais grave no país: a desigualdade social e econômica.

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*Pedro Pinto de Oliveira é jornalista e professor da UFMT. Mestre em Ciências da Comunicação pela USP e doutor em comunicação pela UFMG

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