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TIROS NO PÉ

Otaviano critica Blairo e Dante e recomenda Mauro ficar no governo

Otaviano tem um histórico de problemas quando saca argumentos genéricos para disparar suas críticas.

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O governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos) publicou um vídeo com uma espécie de discurso de campanha, pendurado em um palanque improvisado em Colniza, onde conseguiu complicar a própria vida com argumentos tortos e genéricos. Tiros no pé a queima roupa.

A fala de Otaviano, tópico 1:

Ele diz que Mato Grosso, nas mãos deles, “nunca mais será capturado como foi antes de 2019”. Quem veio antes de 2019? Certamente Pedro Taques, Silval Barbosa e Jayme Campos, alvos preferenciais das críticas, mas os ex-governadores Blairo Maggi e Dante de Oliveira também vieram antes de 2019. Ou seja, numa fala genérica, Otaviano acertou em cheio Blairo, seu cabo eleitoral de maior prestígio, e Dante, o governador que começou a revolução do Agro. A fala de todo modo soa arrogante, parecendo que Mato Grosso foi criado em 2019 por ele e Mauro, desmerecendo tudo o que foi feito antes.

A fala de Otaviano, tópico 2:

Com o velho discurso de “orgulho”, conceito temerário que abre espaço para uma série de variantes de críticas, Otaviano diz que é compromisso de trabalhar por Mato Grosso até “o último dia”. Último dia de quem? De Mauro Mendes? A fala é um chamamento à responsabilidade do governador Mauro Mendes para completar o seu mandato até “o último dia”. Politicamente, a desistência de Mauro de ficar até “o último dia”, abandonando o governo para concorrer ao Senado é um problema para o projeto eleitoral de Otaviano, candidato declarado a governador em 2026.

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O governador Otaviano tem colecionado falas infelizes nos últimos dias. Recentemente, ele defendeu o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que chamou a UFMT de “bosta”. Otaviano disse que faltou modos ao prefeito, mas que Abilio não estava de todo errado. O vice-governador argumentou então que a UFMT foi melhor durante o período da ditadura militar. Um argumento infeliz que, talvez, nem Abilio, líder da extrema direita bolsonarista em Mato Grosso, referendaria. 

Do Buraco da Memória. 

Otaviano tem um histórico de problemas quando saca estes argumentos genéricos para disparar suas críticas. Virou um ícone da generalidade a crítica feita por Otaviano a Jair Bolsonaro em 2018. Em um comentário gravado, Otaviano disse que Bolsonaro não teria competência de ser presidente da República porque era carioca e nunca tinha plantado um pé de soja. Pela lógica desse argumento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do seu partido, o Republicanos, também não tem condições de ser presidente da República. Tarcísio é “carioca da gema” (o equivalente, por exemplo, a “cuiabano do pé rachado”) e nunca plantou um pé de soja. 

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Veja abaixo o vídeo do comício improvisado de Otaviano em Colniza.

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