O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta segunda-feira (29.09) que não existe fila para quem aguarda por ressonância magnética de mama em Cuiabá, mas que existem mulheres esperando desde 2023.
“E aí um pseudojornalista foi lá, criou uma narrativa dizendo que nós não atenderíamos 9 mil mulheres, mas é uma conversa fiada”, afirmou o prefeito. Logo em seguida, o prefeito comentou sobre a fila. “São algumas pessoas que estão na fila, mas a fila é atendida todo dia, nunca vai deixar de ter uma fila. O que aconteceu é que tinha pessoas esperando exames de ressonância magnética desde 2023”, declarou Brunini.
A fala foi feita depois de a Prefeitura de Cuiabá anunciar a instalação de uma aparelho de ressonância magnética de mama no Hospital São Benedito, após repercussão de reportagem publicada pelo PNB Online que mostrou, com base em dados públicos, uma fila de 9 mil mulheres esperando por diversos tipos de exames de mama, como mamografia e ressonância bilateral.

Dados da própria Secretaria de Estado de Saúde mostram o tamanho da fila por exame
Ao todo, são 4.292 mulheres na fila pelo exame de ultrassonografia mamografia bilateral, enquanto 5.485 mulheres aguardam exame de mamografia bilateral para rastreamento e 42 mulheres para exame de mamografia simples. Todos os exames ajudam no diagnóstico e no tratamento do câncer de mama. No total, 9.819 mulheres aguardam por estes exames.
Os exames de ressonância magnética de mama não constam no sistema porque sequer existe código, no município e na regulação estadual, para a realização destes exames – de modo que a própria prefeitura não consegue prever a demanda.
O texto publicado mostrava que o projeto de Lei 146/202, que previa a realização de ressonância magnética de mama, poderia beneficiar até 9 mil mulheres, que estão na fila de espera para esse e outros exames de mama.
O prefeito também criticou o vereador Dídimo Vovô (PSB), autor do projeto de lei, afirmando que ele teria tido “informação privilegiada” sobre a instalação do equipamento e por isso criou o projeto de lei, para assumir a frente do projeto. O texto de Dídimo, no entanto, foi apresentado em abril, cerca de cinco meses antes da prefeitura começar a instalar o aparelho.
“Alguns vereadores tiveram essa informação privilegiada, alguém informou que nós estávamos instalando e nisso alguns vereadores tiraram a oportunidade, aí ele foi lá e tentou passar um projeto de lei”, declarou.
Em vídeo gravado após a declaração de Abilio, Dídimo rebateu a fala do prefeito e afirmou que a declaração é uma mentira.
“Vamos fazer uma matemática simples. O senhor disse que a cada mil mulheres somente 50 precisam de ressonância para mama densa. Então, por que 50 mulheres ficariam esperando mais de um ano para fazer essa ressonância? O senhor mente mais uma vez”, declarou Dídimo.






















