O diretório do Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso divulgou nota nesta quinta-feira (09) criticando as declarações da primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes, que defendeu “ações mais rígidas” contra o feminicídio, chegando a sugerir a pena de morte. O partido afirmou que a proposta é inconstitucional e “revela profundo desconhecimento sobre o funcionamento do sistema legal brasileiro”.
Na nota, o PT afirma que a fala de Virgínia Mendes tem caráter “político-eleitoral” e que busca responsabilizar o presidente Lula pelos altos índices de feminicídio em Mato Grosso, estado que lidera o ranking nacional de assassinatos de mulheres. O texto lembra que a criação de leis cabe ao Congresso Nacional, “dominado por representantes da extrema direita”, e acusa a primeira-dama de tentar “manipular a opinião pública” às vésperas das eleições de 2026.
O partido também critica o governo Mauro Mendes (União Brasil) por não ter criado uma Secretaria da Mulher e por barrar iniciativas de enfrentamento à violência de gênero, como a CPI do Feminicídio e uma Delegacia da Mulher em Várzea Grande. O PT-MT encerra a nota reafirmando seu compromisso com políticas públicas efetivas de proteção às mulheres e com “a construção de um Estado que promova igualdade de gênero, e não discursos demagógicos”.





















