Um sargento da Polícia Militar de Mato Grosso, Dickson Casarin, lotado em Sinop (500 km de Cuiabá), fardado, publicou um vídeo nas suas redes sociais utilizando a imagem da corporação PM numa cena explícita de deboche contra a população pobre, com o provável objetivo de se promover eleitoralmente.
O vídeo é um show de deboche do sargento. Diversos jovens, pobres, estão colocados lado a lado de mãos para cima. Com uma imagem sobreposta, o sargento, fardado, diz sorrindo que é um momento de “Evangelização da PM”. A música de fundo é do padre Marcelo Rossi, Erguei as mãos/Senhor tem muitos filhos. A diligência policial virou uma cena eleitoral explícita.
O deboche do sargento Casarin registrado em vídeo é caso de política e caso de polícia.
– A Polícia Militar deu autorização para o sargento usar a farda e a imagem da corporação para fazer propaganda pessoal? O Comando do Estado Maior da PM vai tomar alguma providência ou acha a iniciativa do sargento um exemplo para a tropa?
– As igrejas católicas e evangélicas concordam com o deboche do policial? Diligência policial é “momento de evangelização”?
– A PM do governador Mauro Mendes pode tudo? Pode debochar; pode esculachar gente pobre e debochar das igrejas? Vale tudo pela eleição? O governador Mauro Mendes vai tomar alguma providência ou apoia este futuro pré-candidato a deputado federal?
– O Ministério Público vai abrir investigação? Com a palavra os senhores promotores.
O sargento PM Dickson Casarin está ficando popular entre os políticos tradicionais. Muitos estão pegando carona nas publicações do policial militar para reverberar e fazer sua propaganda política pessoal. O vídeo estrelado pelo sargento, fazendo um desabafo público sobre a sensação de impunidade diante da reincidência criminal, viralizou na internet. Ele obviamente joga a população contra o Poder Judiciário, usando implicitamente o velho bordão de apelo popular, já cristalizado, de que “a polícia prende e a justiça solta”.



















