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RESPEITO À SOCIEDADE

O abismo que separa Wellington e Dorner de Abilio

O senador Wellington Fagundes risca uma linha divisória entre ele e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini: a diferença entre ambos, no exercício de um mandato, é o real compromisso com a população. Wellington dialoga e trabalha com o governo de oposição na busca pelo interesse público. Abilio despreza parcerias, colocando sua ideologia radical como prioridade. Os cuiabanos que se explodam no abismo.

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O senador Wellington Fagundes, pré-candidato do PL ao governo de Mato Grosso, com paciência e respeito pela população de Mato Grosso teve que explicar o óbvio: como um político no exercício do mandato deve se portar para atender ao interesse público. Fazer o básico de uma democracia: respeitar os interesses da sociedade. Essa postura é exatamente ao contrário do seu colega de partido, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que despreza parcerias com o governo federal, prejudicando de forma irresponsável os interesses dos cuiabanos. A prioridade de Abilio é manter uma luta ideológica entre esquerda e extrema direita que lhe rende likes entre seus seguidores.

Em cenário de polarização política, o senador Wellington Fagundes (PL) explicou sua participação no evento de inauguração da sede do IFMT Várzea Grande, com o ministro de Educação do governo Lula, Camilo Santana (PT), além de ser um gesto civilizado é sua obrigação de alguém eleito para atender o interesse público. Ele deixou claro que a entrega de obras e políticas públicas deve estar acima de disputas ideológicas, segundo registro feito pelo site Gazeta Digital.

Ao ser questionado sobre a presença ao lado de um ministro de outro campo político, Fagundes foi direto, recusando-se a pular no abismo da disputa ideológica. “Eu faço política como sacerdócio. Então, independente de quem seja o governante, eu sou parlamentar e tenho que estar aqui. Aqui é meu trabalho”, afirmou, na sua explicação paciente do óbvio de uma democracia.

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Num recado direto tanto para aliados quanto a críticos, o senador descartou qualquer possibilidade de boicote institucional por divergência partidária. “Eu não vou deixar de estar aqui só porque está um ministro de outro partido. Isso aqui não é questão ideológica, é de entregar para a sociedade”, completou, conforme o relato da Gazeta Digital.

Vale lembrar o avesso desta postura responsável e de compromisso público. Abilio marcou sua campanha e início de gestão com um confronto direto contra a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante discursos e entrevistas, Abílio, líder da extrema direita em Mato Grosso, chegou a afirmar que Cuiabá não precisava do dinheiro do governo Lula. Sua prioridade nunca foi o interesse público de cuiabanas e cuiabanos.

Se Fagundes exerce o que chama de sacerdócio de trabalho e respeito pelo interesse da população, Brunini é então um gestor herege. Seu único compromisso é consigo mesmo, com seus interesses pessoais e eleitorais. Cuiabá que se exploda.

Dorner também se recusou a pular no abismo ideológico

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Vale lembrar ainda o registro feito pelo site Diário de Cuiabá sobre outro exemplo público de respeito pela população. O prefeito de Sinop (503 km ao Norte de Cuiabá), Roberto Dorner (PL) não escondeu de ninguém sua satisfação com o fato de o Governo Federal atender às necessidades do seu município.

Publicamente, ele agradeceu à gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela destinação de equipamentos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para Sinop, no começo do mês de dezembro do ano passado

A ação contemplou, segundo o Mapa, todos os 142 municípios de Mato Grosso – incluindo Cuiabá, obviamente.

Na verdade, Dorner tem adotado uma postura considerada diplomática em relação ao Governo Federal.

Bem diferente do seu colega da Capital, Abílio Brunini (PL), que nutre um ódio feroz por Lula. E já disse que o presidente é quem tem que procurar o Palácio Alencastro para enviar recursos.

Como Abílio, Dorner é correligionário do condenado Jair Bolsonaro (PL). 

A grande diferença é que o sinopense afirma que sua função como prefeito está acima das disputas ideológicas. O cuiabano exagera na adoração a Bolsonaro e no ódio a Lula.

Para Dorner, o papel do gestor é ser um facilitador de recursos que melhorem a vida do cidadão.

“Quem ganha é a população. Nós somos intermediários, somos empregados do povo. Temos que trabalhar, receber e levar”, afirmou.

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