Mato Grosso encerrou 2025 com a menor taxa média anual de desemprego do Brasil, de 2,2%, bem abaixo da média nacional de 5,6%, segundo dados divulgados pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20.02). O resultado confirma o estado como um dos mercados de trabalho mais aquecidos do país.

Além de liderar o ranking nacional, Mato Grosso aparece ao lado de Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%) entre os estados com menor desocupação. No outro extremo, Piauí (9,3%), Bahia e Pernambuco (ambos com 8,7%) registraram as taxas mais altas.
No país, o desemprego também recuou. A taxa anual caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, o menor nível desde o início da série histórica, em 2012. No último trimestre do ano, o índice nacional foi ainda menor, de 5,1%.
Os dados indicam que Mato Grosso não se destaca apenas pelo baixo desemprego, mas também por outros indicadores que medem a qualidade da ocupação. A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados, subocupados e pessoas disponíveis para trabalhar, ficou em 6,8% no estado, menos da metade da média nacional, de 14,5%.
A informalidade também ficou abaixo do índice nacional. Enquanto no país 38,1% dos trabalhadores estavam em empregos informais, em Mato Grosso a taxa foi de 36,3%.
Outro indicador positivo foi o desalento, que mede pessoas que desistiram de procurar emprego. Em Mato Grosso, a taxa foi de 1,1%, menos da metade da média nacional, de 2,6%.
Os trabalhadores mato-grossenses também tiveram rendimento médio superior ao brasileiro. O ganho mensal habitual foi de R$ 3.688, acima da média nacional de R$ 3.560.



























