Pesquisar
Close this search box.
ESCÂNDALO DA OI

Documento sobre o Escândalo da Oi desaparece de processo judicial contra Mauro Mendes

Documento seria referente a uma segunda proposta recebida pela Oi para vender o crédito de R$ 301 milhões que possuía com o governo estadual.

Publicidade

Documento que deveria ser anexado pela defesa da telefônica Oi S.A. não apareceu entre os anexos apresentados na manifestação da empresa no processo judicial movido por Pedro Taques contra o governador Mauro Mendes (União). O governador é acusado de movimentar R$ 308 milhões de dinheiro público para as contas de fundos de investimentos ligados ao filho dele e ligados a aliados políticos como Fábio Garcia, cujo pai, Robério Garcia é o principal acionista de um dos fundos que recebeu metade do dinheiro.

A reportagem do PNB Online apurou que a defesa da Oi S.A. citou, em sua manifestação, quatro documentos a serem anexados, mas anexou apenas três: os documentos intitulados Doc.1, Doc.3 e Doc.4 foram anexados, mas o documento intitulado Doc.2 não aparece na relação de anexos.

O Doc.2 citado na manifestação refere-se a uma segunda proposta que a empresa teria recebido para vender o crédito de R$ 301 milhões que possuía com o governo estadual. Na manifestação, a Oi admite que vendeu o crédito por R$ 80 milhões, pagos em quatro parcelas, e que o comprador do crédito, o escritório de advocacia Ricardo Almeida Advogados Associados, teria oferecido a melhor proposta.

Leia Também:  Pivetta transfere R$ 3,1 milhões em dinheiro público para evento com Flávio Bolsonaro

Segundo a manifestação, que cita documento inexistente no processo, houve outra proposta oferecida pelo crédito, mas estava em valor abaixo da proposta do escritório. O valor, a data, o autor e outros detalhes da proposta não foram divulgados pela Oi.

“Nesse contexto, ao longo de 2023, a Oi buscou no mercado eventuais interessados na aquisição do seu direito litigioso contra o Estado do MT, objeto da Ação Rescisória, assim como fez com outros de seus direitos litigiosos. Na ocasião, a companhia recebeu outra oferta (doc. 2), mas a proposta da sociedade Ricardo Almeida – Advogados Associados, no valor de R$ 80 milhões, foi mais vantajosa, diz trecho da manifestação.

“O contrato de cessão foi celebrado entre a Oi e a sociedade Ricardo Almeida – Advogados Associados em 18.10.23, como reconhece a petição inicial. E o pagamento do preço pelo cessionário se deu através de quatro transferências bancárias, nos dias 27.11.23, 28.11.23 e 7.12.23 (comprovantes anexos – doc. 3)”, completa a manifestação.

Este é o segundo documento que “desaparece” no chamado Escândalo da Oi. Os deputados estaduais revelaram, durante depoimento do procurador-geral do Estado, que a Casa Civil, comandada por Fábio Garcia, “desentranhou” documentos do processo de pagamento do crédito com a Oi ao enviar a documentação para a ALMT, após requerimento de deputados. A Casa Civil, no entanto, nega que tenha retirado parte do documento.

Leia Também:  Extinção do Samu em Mato Grosso é um atentado à vida, reage Natasha

A deputada Janaina Riva (MDB), o deputado Wilson Santos (PSD) e o deputado Lúdio Cabral (PT) chamaram atenção para o problema. Segundo o procurador-geral, Francisco Lopes, o documento foi retirado na Casa Civil e não na PGE. Lopes prometeu enviar o documento completo aos deputados.

Outro lado

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Oi S.A. que não respondeu aos questionamentos.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza