
Criado em 2013, o projeto Tardes Lúdicas, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), promove encontros mensais de jogos de tabuleiro em Cuiabá e reúne um acervo de cerca de 300 títulos. A iniciativa é coordenada pela professora Hélia Vannucchi, do curso de Publicidade e Propaganda. A participação é aberta ao público e os dias de atividades são anunciados na página do Instagram do projeto.
A ideia surgiu durante o período em que a docente cursava o doutorado, quando conheceu uma experiência semelhante na Bahia. “Era um grupo de amigos que se reunia para jogar em praça de alimentação. Cada um levava seu jogo porque, às vezes, você tem um jogo em casa que exige mais pessoas do que você tem para jogar”, afirma.
Ao chegar a Cuiabá, Vannucchi decidiu adaptar a ideia. Com um acervo ainda pequeno, começou a levar jogos próprios para encontros abertos ao público. “A gente pensou: esses jogos vão ficar parados no guarda-roupa. Vamos levar para as pessoas jogarem”, diz Vannucchi, que conta com a ajuda do marido, o professor Paulo Lenço, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

O formato se mantém até hoje. Os participantes podem levar seus próprios jogos ou utilizar o acervo do projeto, que cresceu ao longo dos anos. Os encontros acontecem, em média, uma vez por mês, geralmente aos sábados, embora não haja data fixa. A frequência varia conforme o calendário acadêmico e feriados. Cada edição reúne cerca de 20 participantes.
Diversão com pesquisa acadêmica
Mais do que entretenimento, o projeto também se conecta à pesquisa acadêmica. Desde 2020, Vannucchi coordena um grupo dedicado à criação de jogos, explorando diferentes metodologias e propostas. “A gente cria jogos voltados para o entretenimento. Não temos a intenção de fazer apenas jogos educativos”, afirma.
Ainda assim, alguns dos jogos desenvolvidos podem ser utilizados em contextos pedagógicos. Um exemplo é o “P do quê”, criado em parceria com o professor Dôuglas Ferreira, que simula a gestão de empresas a partir dos chamados quatro Ps do marketing. “Mesmo sendo educativo, ele precisa ser divertido. A gente não acredita em jogo educativo chato”, brinca.

O Tardes Lúdicas também funciona como projeto de extensão universitária, envolvendo estudantes como monitores. Os participantes recebem carga horária obrigatória, mas muitos permanecem voluntariamente após a formação. “Os monitores não nos abandonam. Alguns continuam mesmo depois de formados”, afirma a professora.
Para Vannucchi, o principal objetivo segue sendo oferecer um espaço de convivência e imaginação. “A ideia é permitir que as pessoas se desliguem dos problemas do dia a dia e se concentrem no divertimento. Jogar tem essa mistura de descontração e seriedade que é muito própria da atividade”, diz.
























