Mato Grosso registrou uma das menores taxas de desocupação do país no primeiro trimestre de 2026, com índice de 3,1%, mesmo em um cenário de alta no desemprego nacional, que chegou a 6,1% no período. O estado aparece entre os cinco com menor taxa, ao lado de Santa Catarina (2,7%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).
Apesar do desempenho positivo no estado, o país teve aumento de 1 ponto percentual em relação ao último trimestre de 2025, quando a taxa era de 5,1%. Em 15 unidades da federação houve crescimento do desemprego, enquanto as demais permaneceram estáveis, caso de Mato Grosso. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (14.05).
Além da baixa desocupação, Mato Grosso também se destaca em outros indicadores do mercado de trabalho. A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 6,7%, uma das menores do país, bem abaixo da média nacional de 14,3%. O índice considera não apenas os desempregados, mas também trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e pessoas disponíveis para trabalhar, mas fora da força de trabalho.
O nível de formalização também é superior à média brasileira. Em Mato Grosso, 79,5% dos empregados do setor privado têm carteira assinada, ante 74,7% no país. Já a taxa de informalidade ficou em 34,2%, abaixo da média nacional de 37,3%. Entre os trabalhadores por conta própria, o estado registra 24,5% da população ocupada nessa condição, índice próximo ao nacional, de 25,5%.
No recorte por perfil, as desigualdades persistem no país. A taxa de desocupação entre mulheres (7,3%) segue acima da registrada entre homens (5,1%). Também há diferença por escolaridade: pessoas com ensino médio incompleto têm taxa de desemprego de 10,8%, enquanto entre aqueles com ensino superior completo o índice cai para 3,7%.

























