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CAOS NA EDUCAÇÃO

Vereadora propõe CPI para investigar suspeita de pedalada e fraudes gestão Abilio

Maysa Leão quer investigar denúncia feita pelo próprio prefeito, mas que sempre se posiciona contra CPIs. “Quem não tem nada pra esconder não tem medo de CPI”, disse.

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A vereadora Maysa Leão (Republicanos) anunciou, durante sessão na Câmara de Cuiabá nesta quinta-feira (28.05), que protocolou um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a suspeita de fraude de R$ 80 milhões e de pedalada fiscal na Secretaria Municipal de Educação. A parlamentar disse que foi motivada a abrir a investigação após denúncia feita pelo próprio prefeito Abilio Brunini (PL) da suspeita de uma fraude milionária na pasta.

“Estou propondo a criação da CPI dos contratos da educação. Se o prefeito foi às redes dizer que tem indícios de um rombo de R$ 80 milhões, eu quero fiscalizar”, disse Maysa, lembrando que esta é uma das funções de um vereador, fiscalizar a administração pública.

A vereadora reclamou ainda do contingenciamento feito na Educação municipal, com a retirada de recursos que seriam destinados para Cuidadores de Alunos com Deficiência (CAD). Segundo ela, o prefeito diz que suspeita do rombo de R$ 80 milhões após retirar, ele próprio, R$ 75 milhões da educação inclusiva para cobrir a folha de pagamento. “Nem capacidade básica a secretaria está tendo. Ou é incompetência ou é corrupção. E ele mesmo [Abilio] trouxe a suspeita de corrupção.

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Fiscalização sem bênção

Maysa Leão também criticou a fala do prefeito sobre o andamento da denúncia sobre a suspeita de rombo na Educação. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Abilio disse que protocolaria uma denúncia junto à Polícia, Ministério Público e Tribunal de Contas. Mas não citou a Câmara de Vereadores, que tem como função justamente fiscalizar o Executivo Municipal. “Ele não cita a Câmara de Vereadores. Porque a Câmara de Vereadores para o prefeito e nada é a mesma coisa”.

Ela lembrou que quando era vereador, Abilio defendeu e participou da CPI da Saúde. Mas após tornar-se prefeito, passou a ignorar esse mecanismo de fiscalização da Casa de Leis com relação à sua gestão. “Quando ele era vereador, a CPI da Saúde era necessária, era o instrumento adequado. Entrar na Secretaria de Saúde, verificar os contratos, ver estoque de insumos. Mas agora, CPI aqui só serve quando ele abençoa. Porque pra ele a Câmara é inútil, não serve pra nada, é figurativa. Estou lembrando a população cuiabana que uma das obrigações dos vereadores é fiscalizar. E uma CPI não é uma condenação, é um instrumento legítimo de fiscalização. Tem medo de CPI quem tem coisa pra esconder. Quem não tem nada pra esconder não tem medo de CPI“, completou Maysa.

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Veja o vídeo:

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