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TREM FANTASMA

Ao sabotar Max, Pivetta deu um tiro no pé

O governador Otaviano Pivetta viu um “Trem Fantasma” na inauguração do primeiro trecho da Ferrovia Estadual. Mostrou estar assombrado por fantasmas de concorrentes na disputa ao governo de Mato Grosso. Ele mandou barrar os discursos do deputado Max Russi e do senador Jayme Campos. Pivetta revela seu medo e sua fragilidade política. É fato: a sabotagem contra Max poderá custar caro para ele.

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A cena aconteceu neste final de semana durante o evento de entrega do primeiro trecho da Ferrovia Estadual em Dom Aquino, base eleitoral do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos). Até os trilhos da ferrovia sabem: incluído previamente no cerimonial para falar no evento, Max foi barrado, impedido de discursar, por ordem direta do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Ou seja, Otaviano puxou, sem cerimônia, o tapete de Max. Insegurança, ciúmes, inveja, não importa a motivação, de toda a forma foi um tiro no pé. Com este gesto autoritário e desrespeitoso, Otaviano corre o risco de perder um apoio de peso para a sua campanha à reeleição. Só os amadores da política acreditam que Max deixará passar batido esta humilhação pública. 

Lamentavelmente, o governador Otaviano Pivetta, em poucos meses de gestão, deixou claro que prefere operar na pequenez do boicote pessoal a compartilhar os méritos de uma conquista que pertence a todos os mato-grossenses.

A prova cabal da fragilidade política de Pivetta materializou-se no cerimonial do evento. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, e o senador Jayme Campos (União) estavam formalmente previstos para discursar. Suas presenças na lista de oradores não eram um favor, mas o reconhecimento legítimo de quem trabalhou ativamente pelo projeto. Assembleia foi a responsável por aprovar o marco legal da ferrovia estadual, e o senador Jayme Campos foi o articulador decisivo no Congresso Nacional para destravar a renovação da Malha Paulista, a espinha dorsal sem a qual nenhum vagão mato-grossense conseguiria chegar ao Porto de Santos.

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No entanto, em um ato de pura puxada de tapete presenciada e comentada por quem circulava pelos bastidores, ambos foram limados da fala por ordem direta do governador. Para tentar camuflar uma conduta tão leviana e autoritária, a máquina de propaganda do Palácio Paiaguás acionou uma estratégia ainda mais vergonhosa. Sabendo do desgaste que o boicote geraria, operadores de Pivetta plantaram uma notícia falsa na imprensa, alegando cinicamente que Max Russi havia sido silenciado a mando do governo do presidente Lula por pertencer ao campo da direita.

PEGA NA MENTIRA

Uma mentira grosseira que cai por terra diante dos fatos, uma vez que a União se fez presente de forma republicana com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o titular do Ministério dos Transportes, George Santoro, cientes de que a obra de R$ 5 bilhões, recursos foram captados por meio de financiamento via Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Fato omitido pelo Governo do Estado em release enviado à imprensa, no qual coloca a Rumo e o Executivo estadual como os únicos protagonistas, ignorando completamente o Legislativo Estadual, que deu apoio e aprovou em tempo recorde mudanças constitucional e legal para viabilizar o empreendimento.

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No entanto, além de cortar o presidente da AL do anúncio da obra, ainda o silenciou e tentou colocar a responsabilidade no governo federal. Essa tentativa desesperada de empurrar a culpa para uma suposta “perseguição ideológica” federal foi o disfarce mal elaborado de um governante que não sabe dividir o palco. Ao tentar reescrever a história e apagar o protagonismo de Jayme Campos e de Max Russi, Pivetta expõe o tamanho de sua própria insegurança. Líderes maduros agregam e honram os fatos, políticos fracos isolam aliados e inventam inimigos imaginários para justificar seus próprios erros.

As pesquisas e o termômetro das bases políticas já começam a cobrar o preço dessa postura centralizadora e instável. Mato Grosso não aceita o falso protagonismo de quem precisa calar lideranças legítimas para tentar parecer grande. Os trilhos da verdade são firmes e expõem a realidade sem filtros. Ao escolher o caminho do boicote e da mentira, Otaviano Pivetta mostra que o cargo que ocupa parece ser grande demais para a maturidade política que ele possui.

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