Essa é de Mauro Carvalho, todo-poderoso secretário da Casa Civil. Uma declaração no mínimo risível. Ele anunciou, como se fosse o coordenador da campanha de reeleição, que o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) “não fugirá dos debates”. Talvez contaminado pela arrogância do aliado, Carvalho faz a afirmação como se fosse um ato de condescendência com o eleitorado, ou como se os adversários esperassem que ele fosse correr dos debates. É obrigação de Pivetta de prestar contas à sociedade de Mato Grosso dos acertos e dos erros, políticos, administrativos e pessoais. Simples assim.
Em óbvio, Otaviano Pivetta só está dispensado de explicar a fantástica e extraordinária evolução patrimonial da família Mendes nos últimos 8 anos.
Peso extra. Foi o próprio Mauro Carvalho quem disse que Pivetta foi um vice ativo do governo Mauro Mendes. Logo é corresponsável por todas as ações de governo. Pivetta terá a oportunidade, nos debates, de explicar aos eleitores sobre os malfeitos e denúncias que envolvem a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União), a saber, entre outros:
– Denúncia de corrupção, o Escândalo da Oi;
– Denúncia de corrupção, o Escândalo na Saúde;
– Denúncia de corrupção, o Escândalo dos Consignados;
– O fiasco do asfalto farelo na MT 170;
– O fiasco no atraso infernal da obra do BRT e o desprezo pela continuidade da obra do VLT;
– O fiasco da obra no Portão do Inferno;
– O calote da RGA para os servidores estaduais;
– O desmonte do efetivo do sistema de Segurança Pública;
– O fechamento de 100 escolas;
– A falta de uma política pública ampla e efetiva de proteção às mulheres, contra o feminicídio e contra a violência doméstica.
Justiça seja feita. Otaviano Pivetta, realmente, não tem perfil de um político fujão, medroso. Com certeza irá participar dos debates, carregando o ônus de explicar os malfeitos da gestão de Mendes, tendo sido, conforme disse Carvalho, “um vice ativo”.
























