Mato Grosso vive a transição entre o fim da safra de algodão e o início do plantio da soja. Entre 27 de setembro e 2 de outubro, o setor produtivo dividiu as atividades entre o ritmo intenso nas usinas de beneficiamento e a preparação das lavouras, conforme dados do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.
Com a colheita encerrada, as unidades processadoras operam em ritmo acelerado. O beneficiamento da pluma já alcança entre 45% e 80% do volume total colhido, encerrando o ciclo com avaliações positivas quanto à qualidade da fibra e ao rendimento industrial.
No campo, a prioridade da Ampa está voltada à defesa sanitária das lavouras. As equipes intensificam a retirada dos rolinhos remanescentes, a destruição completa das soqueiras e a instalação de armadilhas e tubos mata-bicudo. A adoção dessas medidas elimina os restos culturais e reduz os riscos de proliferação da principal praga do algodoeiro, contribuindo para a proteção da próxima safra.

Cultivo da soja ganha impulso
Enquanto o algodão entra na etapa final do ciclo, as chuvas registradas nas últimas semanas também impulsionaram o plantio da soja. A oleaginosa já alcançou 10,23% da área prevista para o estado, com avanço mais expressivo nas regiões Oeste, que registra 18,42%, e Médio-Norte, com 14,64%. A distribuição irregular da umidade, no entanto, ainda exige cautela dos agricultores em algumas áreas.
Com as usinas em ritmo intenso, as áreas de algodão sendo preparadas e os tratores avançando sobre os talhões destinados à soja, Mato Grosso conduz a virada de safra em um cenário de transição, com atenção à sanidade das lavouras e às condições necessárias para garantir produtividade.

























