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Morte entre profissionais da educação tem crescimento de mais 500% em MT

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Agência Brasil

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O número de contratos de trabalho extintos por morte na área da educação privada cresceu 525% nos primeiros quatro meses de 2021, na comparação com o mesmo período de 2020 em Mato Grosso. Os dados fazem parte de um levantamento publicado recentemente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). 

 

Em todo o Brasil, nos primeiros quatro meses de 2021, a quantidade de desligamentos de trabalhadores por morte no Brasil aumentou 89%, saindo de 18.580 para 35.125. Na educação, esse número mais do que dobrou. O setor foi o quarto com o maior registro de contratos formais extintos devido ao falecimento de trabalhadores, conforme a pesquisa. 

 

Na educação, Mato Grosso apresentou o segundo maior aumento entre os estados brasileiros. Enquanto entre janeiro e abril de 2020 foram registrados quatro desligamentos por morte entre profissionais da educação privada, entre janeiro e abril de 2021 o número foi a 25. Os estados de Rondônia e Amazonas foram os únicos estados a terem resultados piores, apresentando crescimento de 1600% e 925%, respectivamente. 

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Em Mato Grosso, as aulas presenciais da rede privada de ensino estão liberadas desde fevereiro deste ano. Para o deputado estadual e médico sanitarista, Lúdio Cabral (PT), o levantamento ilustra o risco da retomada das aulas presenciais no ensino público do estado, que devem ocorrer a partir da próxima semana, conforme anunciado pelo Governo Estadual. 

 

“O Dieese tem estudado o impacto da pandemia no trabalho e identificado alterações preocupantes. Os desligamentos de trabalhadores da iniciativa privada por morte têm aumentado muito. E o setor da educação não escapa dessa situação. Esses dados mostram o erro que foi retomar aulas presenciais nas escolas privadas. E a multiplicação desse erro se o Governo de Mato Grosso insistir na retomada de aulas presenciais na rede estadual de educação”, disse o parlamentar. 

 

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