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NOVA UNIVERSIDADE

Projeto de emancipação do campus de Sinop é visto com preocupação por reitora da UFMT

Texto apresentado pelo senador Wellington Fagundes (PL) tem forte apoio de entidades empresariais da região norte do estado.

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(Foto: UFMT)

Oito anos após a emancipação do campus de Rondonópolis, que passou a operar como Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) pode passar por uma nova divisão. Na última semana, a Comissão de Educação do Senado aprovou o projeto do senador Wellington Fagundes (PL) que transforma o campus de Sinop na Universidade Federal da Região Norte de Mato Grosso. A proposta segue em tramitação e é vista com preocupação pela reitora Marluce Silva.

Ao PNB Online, a professora afirmou que o projeto contraria o modelo multicampi da instituição. “A Universidade Federal de Mato Grosso nasceu em 1970 destinada a atender todo o estado. Nossa gestão reafirma essa natureza de expansão, não de divisão. Queremos estar em todos os espaços e sermos uma das melhores e maiores universidades do país”, disse.

(Foto: Reprodução)

Na última semana, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), em visita a Sinop, recebeu um documento solicitando apoio à criação da nova universidade. Uma comissão interinstitucional foi formada para articular a proposta, com participação de entidades como o Sindicato Rural de Sinop, a Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso e a prefeitura do município, liderada por Roberto Dorner (PL).

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Uma fonte ouvida pela reportagem, sob condição de anonimato, afirma que o projeto tem dividido a comunidade acadêmica. Segundo o relato, parte dos estudantes, técnicos e professores vê na proposta interesses empresariais ligados ao setor do agronegócio.

O senador defende que a criação da nova universidade responde à dimensão territorial do estado e à necessidade de interiorização do ensino superior. Segundo ele, a instituição pode atender à crescente população da região e contribuir para a formação de mão de obra qualificada, acompanhando o avanço econômico.

De acordo com o parlamentar, a medida não comprometeria os recursos da UFMT e permitiria ampliar os investimentos federais na educação. O projeto, no entanto, prevê a transferência integral dos saldos orçamentários do campus de Sinop para a futura universidade.

Não é a primeira vez que Fagundes propõe a divisão da UFMT. Em 2024, o senador apresentou projeto para transformar o campus do Araguaia em Universidade Federal do Araguaia em Mato Grosso, mas a proposta não avançou no Congresso.

(Foto: UFMT)
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