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O Procurador-geral de Cuiabá, Marcus Brito, é um dos alvos da segunda fase da Operação Overlap, deflagrada na manhã desta quinta-feira (03.09). Coordenado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) e Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão com foco na procuradoria-geral da capital.
A operação apura desvios ocorridos na Secretaria de Educação de Cuiabá. As diligências realizadas nesta quinta-feira são o desdobramento das análises das primeiras buscas e de denúncia apresentada, após a primeira fase da operação realizada em junho deste ano.
As ordens judiciais foram deferidas pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal da capital, que determinou o afastamento cautelar de 180 dias do Procurador-Geral.
Participam da operação dois membros do Gaeco, seis delegados da Polícia Civil e 20 policiais das unidades envolvidas.
O nome Overlap indica a sobreposição de itens licitados, pois as investigações apontaram duplicidade nas licitações identificadas, fazendo com que o município pagasse duas vezes pelo mesmo serviço.
Em nota, a Prefeitura de Cuiabá informou que seguiu a determinação da Justiça e que prestará todas as informações necessárias para o andamento da investigação. Veja na íntegra:
“A Prefeitura Municipal de Cuiabá informa que afastou, a pedido, o procurador geral do município, Marcus Brito. Na manhã de hoje (3/9), a sede da Procuradoria é alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão em ação da Polícia Civil e do Ministério Público de Mato Grosso.
Reitera ainda o seu compromisso com a lisura e transparência na gestão pública e irá prestar todas as informações necessárias para conclusão de inquérito policial.”
Primeira Fase
Deflagrada em 23 de junho deste ano, a primeira fase da Operação Overlap teve como alvo Alex Vieira Passos que foi afastado do cargo de Secretário de Educação de Cuiabá. O ex-secretário da pasta também foi investigado.
O Inquérito Policial foi iniciado após informações de que em 2017, o então secretário municipal de educação, Rafael Cotrim Dias, teria recebido valores indevidos por meio de suas empresas, sendo posteriormente detectado se tratar de empresas ligadas diretamente ao atual secretário no cargo.
Analistas identificaram que uma empresa contratada no ano de 2017 para a reforma da creche CMEI – Joana Mont Serrat Spindola Silva, localizada no bairro CPA III, em Cuiabá, teria como real proprietário o atual secretário municipal de educação, que foi o ordenador de despesas responsável por determinar a maior parte dos pagamentos relacionados ao contrato.
PJC






















