Na tentativa de conter o rápido avanço da epidemia em Cuiabá e Várzea Grande, os prefeitos das duas cidades, Emanuel Pinheiro (MDB) e Lucimar Campos (DEM), respectivamente, alinharam as ações de restrições do comércio. Uma das medidas é o fechamento dos bares e academias.
Na capital, as academias estão fechadas desde o dia 23 de março, mas em Várzea Grande foram reabertas. Os bares haviam recebido autorização para funcionamento até as 22h30. A ações conjuntas serão publicadas em novo decreto nesta quarta-feira (24).
“Os bares têm sido um foco de muita gente, de desrespeito, de contato, de relaxamento. Tiram-se as máscaras, o contato é muito grande, tem a aproximação das pessoas e com a bebida acabam sendo os bares um campo fértil para propagação da covid-19. Então, há um consenso de que, como não estão se adequando ao decreto, os bares devem ser fechados”, disse o prefeito.
As ações ocorrem após o Ministério Público Estadual (MPE) pedir à Justiça que seja decretado lockdown nas duas cidades. Nesta manhã, os chefes do Executivo se reuniram em Várzea Grande com o juiz da Vara Especializada da Saúde Pública, José Luiz Leite Lindote, responsável pela análise da ação.
Sobre as academias, Emanuel afirmou que, por enquanto, não terão como abrir. “É uma pena, mas precisamos pedir a compreensão de todos. É uma pandemia, um momento de excepcionalidade e estamos tentando equilibrar o impacto sanitário e econômicos”, completou.
Emanuel afirmou que acredita na possibilidade de as novas medidas anunciadas serem suficientes para que não seja decretado o lockdown. Além do fechamento de bares e academias, as prefeituras adotarão toque de recolher, das 20h até as 5h, até 7 de julho; redução para 30% da frota dos ônibus coletivos; alteração no horário de atendimento dos restaurantes, que passariam a atender das 11h às 15h; e fechamento dos supermercados às 20h, acompanhando o toque de recolher.
Servidores públicos municipais ficariam trabalhando exclusivamente em home office (trabalho em casa). Os shoppings centers deverão funcionar das 11h às 18h. Outra medida que está em análise, segundo Emanuel Pinheiro, é a adoção de rodízio de veículos. Ele não detalhou como seria o rodízio, mas algumas cidades do país têm alternado a circulação de veículos por placas pares e ímpares, reduzindo assim metade da frota diária.
“Eu tenho a impressão que a Justiça quer uma resposta, e as prefeituras estão dando, com medidas rígidas e duras. Agora a gente pede que a população colabore, porque existe uma parte da população que ainda não está colaborando e participa de festas, aglomerações, churrascos, e isso tudo acaba sendo prejudicial ao combate a covid-19”, disse o prefeito.
























