Assessoria

Cuiabá e VG buscam formas de evitar o lockdown
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) apresentou nesta segunda-feira (22) novas medidas ao Governo do Estado e à Prefeitura de Várzea Grande para conter o avanço do coronavírus. Entre elas, a mudança do horário de toque de recolher, que passaria a ser das 20h até as 5h, até 7 de julho. Atualmente, o toque de recolher é das 22h30 às 5h.
As cidades-irmãs buscam, desde a última semana, novas alternativas para evitar o lockdown (medidas mais extrema de isolamento social), solicitado à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPE). Os prefeitos Emanuel e Lucimar Campos (DEM) – de Várzea Grande, que participa de forma virtual – estão em reunião neste momento no Fórum de Várzea Grande, com o juiz da Vara Especializada da Saúde Pública, José Luiz Leite Lindote, responsável pela análise da ação.
Além da mudança no toque de recolher, Emanuel adiantou que irá apresentar a indicação de redução para 30% da frota dos ônibus coletivos, fechamento de bares, alteração no horário de atendimento dos restaurantes, que passariam a atender das 11h às 15h e fechamento dos supermercados às 20h, acompanhando o toque de recolher.
“No momento, o lockdown é a medida mais extrema, adotado quando não há outra opção e se realmente a situação estiver fora de controle, vou fazer. Mas precisamos agora garantir o trabalho e emprego, mesmo que seja com horário reduzido e com as medidas de biossegurança, mas as pessoas precisam de renda pra se alimentar”, disse o prefeito antes de entrar na reunião.
Servidores públicos municipais ficariam trabalhando exclusivamente em home office (trabalho em casa). Os shoppings centers deverão funcionar das 11h às 18h. Outra medida que está em análise, segundo Emanuel Pinheiro, é a adoção de rodízio de veículos. Ele não detalhou como seria o rodízio, mas algumas cidades do país têm alternado a circulação de veículos por placas pares e ímpares, reduzindo assim metade da frota diária.
“Se segurarmos [a população] e cada empresário ficar responsável para por levar seus funcionários, é o indicado. O contraponto de tudo isso é o lockdown, que é muito pior. As vagas de UTI são poucas, mas ainda existem”.
Participam da reunião o secretário chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e os secretários de Saúde do Estado, Gilberto Figueiredo, de Cuiabá, Luiz Antonio Possas de Carvalho, e de Várzea Grande, Diógenes Marcondes.






















