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Com o sucesso da quarentena, portugueses começam a voltar ao trabalho

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Lisboa panorâmica

 Estratégia de confinamento adotada por Portugal surtiu efeitos e foi reconhecida por vários países

Depois de 45 dias de isolamento social, sem crises políticas e com decisões de governo tomadas com base em orientações médicas e científicas, Portugal se prepara para retomar as atividades a partir da próxima segunda-feira, 4 de maio. O plano anunciado nesta quinta-feira pelo primeiro ministro socialista António Costa prevê a retomada gradual e escalonada das atividades, com avaliação quinzenal de cada etapa, de forma a medir o cumprimento das recomendações do serviço de saúde e evitar um aumento descontrolado de casos de infecção por Covid-19.

 

Num contraste gritante com a irresponsabilidade e o despreparo do governo de Jair Bolsonaro, Portugal estabeleceu a quarentena nacional logo após serem registrados os primeiros 300 casos da doença. No dia 18 de março, num pronunciamento equilibrado e sensível, o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a decretação do Estado de Emergência e convocou a população a ficar em casa e a se unir no combate à pandemia. 

 

Embora o turismo seja uma atividade essencial para sua economia, o país rapidamente fechou a fronteira com a Espanha e suspendeu todas as atividades públicas. Aprovado pela Assembleia da República, o Estado de Emergência deu poderes ao primeiro ministro para estabelecer as medidas de isolamento e de combate ao coronavírus. Sem a necessidade da adoção de ações de repressão, a maioria dos portugueses se recolheu e, até o momento, tem deixado suas casas apenas para o essencial, como compras em supermercados e farmácias. 

 

Reconhecida por vários países, os resultados confirmam o acerto da estratégia de confinamento adotada por Portugal. No último balanço divulgado pela Direção Geral da Saúde, foram infectadas 25.045 pessoas e registrados 989 óbitos, um número bastante reduzido em comparação com a vizinha Espanha (239.639 infectados e 24.543 mortos) e com a maioria dos países europeus. Com um percentual de idosos elevado, 22% da população tem mais de 65 anos, o governo português apostou no isolamento social, realiza testes em todos os casos suspeitos e seguiu rigorosamente as recomendações dos especialistas em saúde e da OMS.

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Bondinho Lisboa

 Atividades comerciais serão retomadas de forma gradativa em Portugal

Para manter o controle das atividades, assim que encerrar o Estado de Emergência, à meia noite do próximo dia 2, será decretado o Estado de Calamidade, um degrau abaixo na escala de ações emergenciais. Com isso, permanecem em vigor regras gerais como a recomendação para que, todos os que puderem, permaneçam trabalhando em casa, limite de presença de 5 pessoas a cada 100 metros quadrados em locais fechados e a proibição de reuniões com mais de 10 pessoas. “Ninguém pode interpretar o fim do Estado de Emergência como o fim da Emergência Sanitária. Enquanto houver Covid, a vida não será normal”, afirmou o primeiro ministro António Costa.

 

O chamado “plano de desconfinamento” será adotado em três etapas. Na próximo segunda-feira, reabrem o comércio local (lojas de até 200 metros quadrados), bibliotecas, cabeleireiros e barbeiros (só podem atender com hora marcada) e concessionárias e revenda de automóveis. Será obrigatório o uso de máscaras nos transportes públicos, que só poderão circular com 2/3 de sua capacidade máxima.

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A partir do dia 18 de maio, voltam às aulas estudantes da 11ª e 12ª séries, que deverão ir à escola de máscara, e reabrem as creches. No caso das demais séries, as aulas permanecem a ser dadas pela TV aberta e pela internet durante todo o semestre. As universidades têm autonomia para definir seu próprio calendário de retorno às atividades e só os alunos em cursos que exigem aulas práticas voltarão às aulas este semestre. Também no dia 18, reabrem as lojas de até 400 metros quadrados, restaurantes, bares, lanchonetes, museus, monumentos, palácios e galerias de arte. Esses espaços só podem funcionar com 50% de sua capacidade.

 

Nos dias 30 e 31 de maio, recomeçam as competições oficiais de futebol, a 1ª Liga e a Copa de Portugal e reabrem igrejas e templos religiosos. Caso as infecções permaneçam sob controle, no dia 1º de junho reabrem cinemas, shopping centers e as lojas com mais de 400 metros quadrados. “Temos que ter a consciência que este percurso gradual e cauteloso, que vamos dando de 15 em 15 dias, tem sempre dois sentidos possíveis. Podemos seguir em frente, para poder na quinzena seguinte reabrir mais atividades, limitar menos a nossa liberdade, ou temos que dar um passo atrás, que seguramente ninguém deseja dar”, afirmou o primeiro ministro.

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