A Câmara de Vereadores de Cuiabá irá solicitar na próxima semana que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) flexibilize as atividades comerciais na capital. Desde 20 de março o Executivo determinou situação de emergência, com a suspensão de toda a frota de transporte coletivo, o fechamento do comércio e ainda que todos os servidores trabalhem de casa, após a confirmação do primeiro caso de coronavírus.
Seis entidades que representam setores comerciais entregaram um ofício ao presidente da Câmara, Misael Galvão (PTB), no qual apontam preocupação com os efeitos na economia e suas consequências em relação manutenção de empregos e a própria sobrevivência das atividades.
O documento é assinado pelos diretores da Fecomércio, FIEMT, Facmat, FCDL, CDL Cuiabá e ACC. Nele, os dirigentes apresentaram algumas sugestões que visam amenizar o impacto da pandemia no comércio.
Dentre as sugestões, está à liberação do comércio e serviços em horário reduzido de funcionamento das 9h às 17h, além do retorno ao horário normal de funcionamento de supermercados e lojas de conveniências, mantendo o sistema de pegue e leve.
Além disso, solicita ainda a liberação para funcionamento normal de restaurantes com limite de capacidade em 50% ou que tenham no mínimo 1,5m de distância entre as mesas. Neste mesmo sentido, pede o retorno das feiras livres, com o devido acompanhamento da fiscalização evitando aglomeração.
No que tange ao transporte coletivo, as entidades pleiteiam o aumento de 30 para 50% da frota, com restrição de capacidade, a fim de evitar aglomerações.
Por fim, ainda ratificam o pedido que já foi feito pelo Legislativo Cuiabano de postergar o pagamento do IPTU por 90 dias e suspender o recolhimento de ISS até que dure a pandemia.
Além do presidente do Legislativo Cuiabano Misael Galvão (PTB), também participaram do encontro os vereadores Luis Claudio (Progressistas), Toninho de Souza (PSD) e Orivaldo da Farmácia.
Atualmente, apenas os empreendimentos que exercem atividades consideradas fundamentais estão autorizados a abrir as portas, como supermercados, farmácias, posto de combustível e oficina mecânica.
Para Misael, a flexibilidade do decreto é necessária, uma vez que tem causado prejuízo a diversas famílias, e ainda irá refletir em uma queda brusca na arrecadação do município.
“O prefeito tem deixado aberto ao diálogo e vamos levar a discussão para que ele possa flexibilizar. Entendemos que temos que cuidar da saúde, mas não podemos esquecer de quem gera emprego, renda, quem contribui com a cidade. Então, temos que chegar a um consenso para que fique bem para todos”, finalizou.
CERCO CONTRA A COVID-19
As últimas ações do prefeito Emanuel Pinheiro têm sido bem incisivas no sentido de manter o isolamento social. Tudo indica que ele irá manter as ações e a paralisação de todo comércio considerado não essencial. Em Mato Grosso existem 108 casos da Covid-19, dos quais 58 são de Cuiabá. Dois óbitos foram registrados.
Nesta quinta-feira (9), ele disse que permanecerá endurecendo as regras à sociedade. A prefeitura suspendeu as aulas até 10 de maio, ameaçou fazer rodizio de veículos e até decretar toque de recolher, se for necessário, dentre outras medidas.
“O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, reitera quanto a necessidade de ações que possibilitem o isolamento social. Entende que as medidas adotadas na capital são drásticas, mas necessárias para o enfrentamento à disseminação do novo coronavírus. Assevera que nesse momento, não há atividade econômica que prevaleça sobre à vida. A economia será recuperada, em um esforço conjunto, mas os munícipes merecem ações duras, mas assertivas”, disse ele, por meio de nota enviada ao PNB Online.






















