Em assembleia geral, nesta segunda-feira (10), os profissionais da educação de Mato Grosso decidiram continuar em greve. “A greve é para cobrar o cumprimento da legislação que já foi aprovada. A lei 510 em vigor, desde 2013, e o artigo 245 da Constituição Estadual de repasse de 27% do orçamento para a educação. Hoje os educadores são penalizados pelo governo que insiste em não cumprir a lei,consequentemente, a greve continua e vamos buscar a Assembleia Legislativa e todos os espaços para sensibilizar o governo a apresentar uma proposta”, garantiu o presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação de Mato Grosso (Sintep), Valdeir Pereira. Os professores estão paralisados desde do dia 27 de maio. São mais de 40 mil servidores distribuídos em 752 unidades escolares em Mato Grosso.
Quanto ao corte no ponto dos professores que aderiram ao movimento, anunciado pelo governo do Estadol, o Sintep diz que este tipo de pressão não vai enfraquecer a categoria. “Nós queremos que o governo entenda que a greve é fato e não é com opressão que ele vai conseguir reverter. Ele precisa negociar com a categoria e não agir desta forma truculenta”, avaliou Pereira.
Neste final de semana, a diretoria do Sintep e os representantes das subsedes, avaliaram, em Cuiabá, o documento encaminhado pelo governo do Estado, na última terça-feira (3). “O documento do governo não apresenta proposta e perspectiva nenhuma. Saímos daqui em assembleia geral permanente e voltamos a nos reunir dia 24 de junho de novo. A porta que vamos bater agora é a da Assembleia Legislativa que não poderá fora deste processo para o cumprimento da Constituição e leis aprovadas naquela Casa”, ressaltou o presidente do Sintep. Segundo o sindicato, há escolas que decidiram, nesta segunda (10) aderir ao movimento.
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