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Zaqueu diz estar sob efeito de tarja preto e nega participação na “Grampolândia”

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Alegando estar sob efeito de medicação tarja preta, o ex-comandante-geral da Polícia Militar coronel Zaqueu Barbosa, afirmou que não teve qualquer participação no suposto esquema da “Grampolândia Pantaneira”. Logo no início da audiência no Fórum da Capital, na tarde desta sexta-feira (27), ele pediu para que o depoimento fosse adiado, o que foi negado pelo magistrado.

 

Ao juiz Murilo Mesquita, da 11ª Vara Miliar do Fórum de Cuiabá, que conduz o processo, o ex-comandante afirmou que “deve ter ocorrido alguns erros materiais aí. Mas não sei quem era responsável. A única coisa que eu sei é que eu não fiz”.

 

“Nunca pedi a nenhum policial, nem a agente de inteligência para acrescer nenhum número em lista de interceptação. Até porque para pedir eu teria que documentar”, afirmou no depoimento.

 

No decorrer do depoimento, o juiz questionou o coronel sobre a verdade dos fatos. “Quero saber a verdade doa a quem doer independente se for PM, promotor ou até mesmo juiz”, disse o magistrado. Em resposta, o coronel afirmou que somente o outro acusado no processo, o cabo Gerson Ferreira poderia informar se ocorreu ou não “barriga de aluguel”.

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O ex-comandante é acusado de ser um dos participantes de um esquema de escutas ilegais, por meio da famosa “barriga de aluguel”, que é quando números telefônicos de pessoas não investigadas são acrescentados em investigações em andamento. Ele é apontado como o mandante das interceptações ilegais. A estimativa é que mais de mil pessoas, entre profissionais liberais, políticos e autoridades públicas, tenham sido vítimas dos grampos.

 

O processo que tramita na 11ª Vara é referente apenas as infrações na esfera militar. São réus na mesma ação penal além do ex-comandante, os coronéis Evandro Lesco, Ronelson Barros, Januário Baista e Gerson Correa Júnior. Também respondem a ação o cabo Gerson Luiz Ferreira.

 

Todos respondem pelos crimes de ação militar ilícita, falsificação de documento, falsidade ideológica e prevaricação. Todos previstos na Legislação Militar.

 

Depoimento de Zaqueu

Em seu depoimento ele afirmou que só soube da “grampolândia”, após ter sido procurado pelo ex-secretário de Segurança Pública, o promotor Mauro Zaque. “Ele disse que o governador e ele decidiram que eu deveria deixar o comando porque eu estava fazendo interceptação. Eu disse que não fazia nada de errado. Que tudo era legal”, contou.

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Durante todo o depoimento, o coronel negou qualquer envolvimento em atos ilegais. Ele disse quem “mesmo se tivesse passado pela minha mão, eu não saberia se esses números correspondiam a pessoa. Eu não tinha essa atribuição. Quem tem é o MPE [Ministério Público] e o Poder Judiciário”, explicou.

 

Sobre os pedidos para as interceptações ilegais, ele disse que “só pediu grampos legais”. Ele não trouxe ao processo nenhuma grande revelação e nem afirmou quem seriam os mandantes das escutas contra jornalistas, políticos e autoridades públicas. Ele apenas desconversou.

 
 
 
 
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