
O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) acredita que o acordo de delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) não se manterá diante das novas revelações que começaram a surgir na última semana e colocam em dúvida se todas as declarações feitas por ele, a esposa Roseli, o filho Rodrigo, o irmão Antonio da Cunha e o seu ex-chefe de gabinete Silvio Araújo são realmente as verdades dos fatos.
Maluf disse ainda que muitos fatos não foram citados e que outros foram citados subdimensionado, simplesmente porque o ex-governador queria sair do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) onde ele ficou preso por quase dois anos. “Silval tentou colocar todo mundo para ter o benefício da delação, agora ele vai ter que provar estes discursos”, assinalou o deputado tucano, que só lamenta ter sido envolvido em tudo isso e ter sua imagem ligada aos esquemas ilícitos.
“Algumas dessas delações começaram a cair, outras vão pelo mesmo caminho, mas acabam prejudicando os agentes públicos. Eu entendo que isso faz parte do jogo democrático, da prática da democracia, e a gente tem que passar por isso, se quiser ficar na vida pública”, disse Maluf que também negou o recebimento de propina envolvendo o MT Saúde, o plano de saúde dos servidores estaduais, como relatou em delação Silval Barbosa (PMDB).
O parlamentar lembrou que mesmo sendo um dos sócios do Hospital Santa Rosa ele não faz parte do administrativo da unidade e que toda negociação do plano com o hospital particular passou pela auditoria do Estado e também do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT). “Eu estou bem tranquilo, não houve nenhum tipo de superfaturamento. O que ocorre até hoje é que o MT Saúde deve a nossa unidade hospitalar, um recurso que beira aos R$ 10 milhões. Então, como é que vou pagar propina para mim mesmo, se quem me deve é o Estado?”
Ele também disse que nunca recebeu nenhum “mensalinho” do governo do peemedebista e nem teve conhecimento da existência de algum pagamento do tipo na Assembleia Legislativa e que isso é outra coisa que o ex-governador vai ter que provar, porque só uma lista com nomes de deputados não é suficiente. Maluf só não nega que tenha atuado sim na mediação do pagamento das dívida do MT Saúde aos hospitais particulares, porém sem jamais receber qualquer vantagem por isso e que os representantes das demais unidades podem desmentir as declarações dele.
CONVESCOTE
Ex-presidente do Legislativo, Maluf espera a conclusão dos depoimentos da operação Convescote, esquema que utilizava a Faespe (Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual) para desviar dinheiro público junto à AL e o TCE por meio de contratos que eram pagos, mas não eram desempenhados na época que ele comandou a Mesa Diretora e que envolveu servidores e comissionados do gabinete dele. “Vou mostrar ao longo dessas investigações que eu não tive nada com isso. Fui presidente da Casa. Não teve superfaturamento. Os contratos que fizeram conosco foram cumpridos e conseguimos com esses contratos com a Faespe realizar muitos avanços. A Assembleia passou de 12º para 6 em transparência no Brasil”.
Com informações da Rádio Capital FM 101,9.





















