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MINUTA GOLPISTA

Medeiros, Abílio e Amália classificam operação da PF como perseguição a Bolsonaro

A Polícia Federal apreendeu o passaporte do ex-presidente. O documento estava no escritório dele na sede do PL, em Brasília, onde os agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão. O passaporte de Bolsonaro foi apreendido no âmbito da operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (8).

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Os deputados federais por Mato Grosso, Abílio Brunini, Amália Barros e José Medeiros, todos do PL, se posicionaram contra a operação da Polícia Federal que tem como alvos o ex-presidente da República Jair Bolsonaro, o presidente Nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, e outros aliado do líder da direita no Brasil. Para os parlamentares, trata-se de perseguição.

“Minha mais profunda solidariedade aos generais Braga Netto e Augusto Heleno, Anderson Torres, Filipe Martins, ao presidente do PL Valdemar, os demais ‘alvos’ e sobretudo ao melhor presidente que este país já teve, Jair Bolsonaro, que sofre perseguição descarada!”, publicou José Medeiros, em seu perfil pessoal no Instagram.

O deputado federal Abílio Brunini também se manifestou em defesa do ex-presidente. Em suas redes sociais, ele alegou que a operação da PF seria uma tentativa do atual governo de prender Bolsonaro. “Vão tentar prender o Bolsonaro mais uma vez”.

Já a deputada federal Amália Barros, vice-presidente do PL Mulher, compartilhou um vídeo onde Bolsonaro é recepcionado por apoiadores com a manchete “Moraes manda Bolsonaro entregar passaporte em 24 horas”.

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A Polícia Federal apreendeu o passaporte do ex-presidente. O documento estava no escritório dele na sede do PL, em Brasília, onde os agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão. O passaporte de Bolsonaro foi apreendido no âmbito da operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (8).

Na decisão que autoriza as buscas, o ministro Alexandre de Moraes afirma que o ex-presidente teve acesso e pediu modificações na chamada “minuta do golpe”, mantendo a previsão de prisão de Moraes. “Os elementos informativos colhidos revelaram que Jair Bolsonaro recebeu uma minuta de decreto apresentado por Filipe Martins [então seu assessor] e Amauri Feres Saad para executar um golpe de Estado, detalhando supostas interferências do Poder Judiciário no Poder Executivo”, diz a decisão do ministro.

A PF investiga uma tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder por meio de uma minuta golpista que previa a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

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Além de Bolsonaro, também são alvos General Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil; General Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); General Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército; Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha (veja o que ele disse sobre a operação); Anderson Torres delegado da PF e ex-ministro da Justiça; Valdemar da Costa Neto presidente do PL, partido de Bolsonaro; Tercio Arnoud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro, conhecido como um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”; Ailton Barros, coronel reformado do Exército.

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